Onde eu gostaria de estar se hoje fosse meu último dia?
O que você faria se hoje fosse seu último dia? Nesta crônica, o barulho da chuva na biblioteca possibilita um diálogo interno sobre as camadas pesadas da existência e o refúgio que só o papel em branco pode oferecer à autora.
Breves considerações sob uma recomendação de leitura
Ler René Guénon provoca uma sensação rara: a de estar diante de um diagnóstico que não busca consolar. Em "A Crise do Mundo Moderno"...
CONSTITUCIONALISMO DE FACHADA” E A EFICÁCIA DAS NORMAS DE PROTEÇÃO AOS DIREITOS HUMANOS NA VENEZUELA
Este artigo examina a dissociação entre texto constitucional e eficácia real de direitos humanos e sociais na Venezuela, utilizando o conceito de “constitucionalismo de fachada” como lente analítica. O argumento central sustenta que a manutenção do poder político, em ambiente de colapso econômico e captura institucional, não se fundamenta primariamente na soberania popular, mas em um ecossistema de proteção mútua entre Executivo e alto comando militar, financiado por recursos estatais e por mecanismos extralegais de distribuição de rendas. A partir de um material audiovisual contemporâneo que descreve a lógica de “precificação da lealdade” e de “traição matemática” quando sanções e riscos elevam o custo de proteção do líder, o estudo mostra como a substituição da responsabilidade política por uma racionalidade de mercado de capitais políticos erode garantias institucionais, pluralismo e direitos laborais.Por fim, discute-se a tensão entre soberania, não intervenção, internacionalização dos direitos humanos e as controvérsias jurídico-políticas decorrentes de ações coercitivas externas alegadamente motivadas por combate ao narcotráfico/terrorismo ou por interesses energéticos. Conclui-se que, em Estados com instituições capturadas e economias colapsadas, a soberania torna-se conceito frágil e instrumental, o que impõe à América Latina o desafio de compatibilizar integração regional, prevalência dos direitos humanos e objetivos de desenvolvimento sustentável com mecanismos efetivos de responsabilização e proteção institucional.
O país em que vivemos
O país em que vivemos criou no imaginário popular que é natural normalizar casos de corrupção em detrimento de serviços públicos de péssima qualidade...
Além do Soberano: Onde o poder se esconde no seu cotidiano.
O poder contemporâneo opera de forma silenciosa e difusa. Atualmente, ele se desvincula da figura do soberano para se instalar nas próprias práticas de...
Quando a civilidade escreveu ao abismo
Em 1939, às vésperas da maior catástrofe do século XX, um homem desarmado decidiu escrever para o líder mais violento de seu tempo. A...
Os monstros que criamos
Há uma incômoda verdade que evitamos admitir: os vilões não nascem, são feitos. A sociedade, com suas feridas abertas e contradições profundas, fabrica os...
Proibido envelhecer
É uma constatação: é proibido envelhecer! Vivemos em um tempo de juventude crônica, como se as marcas dos anos fossem uma espécie de doença...
Calcinha, Peruca e Poder: O Pastor que Desafiou a Moralidade Protestante e Expôs a Hipocrisia do Controle Social
O pastor Eduardo Costa resolveu dar uma aula prática sobre quebrar paradigmas — ou, no mínimo, sobre causar um pandemônio nas redes sociais. Circulando...
Nietzsche no País do Mito Inflável
Se Friedrich Nietzsche, esse velho sabotador de ídolos, despertasse de seu sono trágico e passeasse pelos corredores ensurdecedores do Brasil contemporâneo, provavelmente riria alto...