O país em que vivemos criou no imaginário popular que é natural normalizar casos de corrupção em detrimento de serviços públicos de péssima qualidade que todos têm direito por lei e por pagar muitos impostos. Ou seja, para muitos, “se roubar e fizer para o povo, está tudo bem”.
O país em que vivemos criou também em seu imaginário que as facções criminosas pode, sem problemas, dominar territórios, desde que os bandidos ofereçam à população a segurança pública que deveria ser exercida por autoridades estatais. Para alguns, não importam o tráfico de drogas ou o domínio de um “estado paralelo”, desde que não sejam cometidos assaltos naquela região dominada pelos infratores da lei.
O país em que vivemos também passou a naturalizar o pensamento de que uma pessoa portando pouca quantidade de drogas não pode (nem deve) ser considerada traficante e que é aceitável ser usuário, e que, inclusive, dinheiro público seja utilizado para fazer campanhas em prol da liberação não apenas da maconha, mas de todas as drogas a todos os públicos.
O país em que vivemos está implementando no imaginário popular que os agentes de segurança pública são opressores, assassinos e infratores da lei que oprimem verdadeiros bandidos (retratados por pessoas sem caráter como “vítimas da sociedade” ou “pessoas sem oportunidades”).
O país em que vivemos está doutrinando que é errado ter uma família, baseada nos alicerces cristãos, mas é valorizada uma vida em promiscuidades e sem princípios, chamando isso de “família não tradicional”. Nesse modelo de família, não existem responsabilidades, compromissos e muito menos princípios que norteiam o caráter de seus membros.
O país em que vivemos é torna o roubo e o furto justificáveis, mas o trabalho honesto é criminalizado. É louvável não trabalhar e reprovável investir ou tentar ter o seu próprio negócio. É admirável ser mal-educado, mas ridicularizado ser diplomático e cordial.
Esse é o país em que vivemos.


