A silver economy deixou de ser nicho e virou eixo central. China, Coreia, Japão, Europa e Estados Unidos já reorganizam pensões, saúde, trabalho e consumo em torno dela

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A silver economy deixou de ser nicho e virou eixo central. China, Coreia, Japão, Europa e Estados Unidos já reorganizam pensões, saúde, trabalho e consumo em torno dela

A economia da longevidade entrou em uma fase nova em 2026. Não é mais sobre projeções para um futuro distante, é sobre dinheiro circulando, ciência saindo do laboratório e governos correndo atrás do prejuízo. O dado que melhor resume o momento vem do AARP Global Longevity Economy Outlook: pessoas com 50 anos ou mais já contribuem com US$ 45 trilhões para a economia mundial, o equivalente a 34% do PIB global, com projeção de chegar a US$ 118 trilhões em 2050.

Em 2024, pela primeira vez na história, o número de adultos acima dos 50 ultrapassou o de crianças entre zero e 14 anos no mundo todo. Foi esse cruzamento que motivou meu livro Brasil 2060, em que sustento que a transição demográfica brasileira deixou de ser problema futuro e virou a maior reorganização econômica que o país já enfrentou em tempos de paz.

Os números do mercado 60+ variam conforme a metodologia. A Business Research Insights calcula US$ 3,2 trilhões, a SilverEco fala em US$ 4,2 trilhões. As duas estimativas concordam que o tamanho deve dobrar até 2035. A OCDE projeta que a razão entre pessoas acima de 65 e adultos em idade ativa saltará de 22 (em 2000) para 52 em 2050, com queda superior a 30% na população produtiva de Coreia, Itália, Japão e Espanha.

O dado agregado, porém, esconde uma camada que defendo em Diversa-IDADE, escrito com Tati Gracia: envelhecer é uma experiência profundamente desigual. Os trilhões da silver economy se distribuem de forma assimétrica entre classes, territórios e trajetórias de vida. Sem olhar essa pluralidade, qualquer estratégia macroeconômica vira marketing para uma minoria.

A silver economy deixou de ser nicho e virou eixo central. China, Coreia, Japão, Europa e Estados Unidos já reorganizam pensões, saúde, trabalho e consumo em torno dela. Brasil e América Latina vêm logo atrás, com a transição demográfica mais acelerada do planeta.

Willians Fiori

Especialista em Mercado de Longevidade desde 2003

Professor Pós-Graduação em Geriatria, Gerontologia e Mercados — Hospital Israelita Albert Einstein

Professor Convidado: FIA, UFRJ, PUC-SP e INSPER, FAAP

Autor dos Livros: Diversa-Idade, Brasil 2060,O cérebro que podemos proteger

Citado no livro Longevity Hub do MIT (Massachusetts Institute of Technology) como principal especialista brasileiro no tema

Premiado pela ONU Latin America e detentor do Selo Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo
Premiado pelo Premio Bstory Longevidade
Membro do conselho Europeu de Silver Economy

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