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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

“Em segundo às vezes, na segunda jamais”: até quando, Santos?

Saldo de gols negativo na temporada, quase rebaixado no Campeonato Paulista, eliminado na fase de grupos da Libertadores, briga contra o Z-4 no Brasileirão… este é um resumo bem desmotivador da temporada do Santos Futebol Clube, um dos únicos brasileiros que nunca caiu para a segunda divisão. A torcida até grita “Em segundo às vezes, na segunda jamais”, mas até quando isso será verdade?

Antes de falar do campo, da bola, uma crítica a torcida. Sim, porque todos criticam o presidente Rueda que está pagando as dívidas e esquecendo das contratações. Mas peraí, então pode estar cheio de dívidas, punido na Fifa, mas se tiver na final da Libertadores tudo bem? Não é assim que as coisas funcionam. E olha que, apesar das derrotas e dos péssimos resultados, eu não acho que o time seja ruim a tal ponto.

João Paulo é um dos melhores goleiros do Brasileirão hoje, Velazquez jogava o Campeonato Espanhol até outro dia, mesma coisa para o Léo Baptistão, Kaiky é tido como ótimo zagueiro para o futuro até da Seleção, Sánchez não precisa de apresentações, Marinho era o Rei da América… de uma hora para a outra todo mundo virou pereba? A má fase é evidente. Mas AINDA tem da onde tirar.

O Ariel Hollan não conseguiu, Marcelo Fernandes livrou da queda no Paulistão na última rodada, Diniz esboçou reação, mas caiu de rendimento e saiu, Carille ainda não deu jeito na equipe, mas eu até diria que apesar da derrota por 3 a 0 para o Juventude, merecia sorte melhor. Criou muitas chances, perdeu todas chutando muito forte por cima do gol, muito fraco na mão do goleiro, torto para fora, mas criou. Coisa que com o Diniz recentemente está impossível.

Contra o Flu na próxima rodada, Vila Belmiro, é vencer ou vencer, porque apesar de estar virtualmente dentro da zona de rebaixamento já que o Grêmio tem dois jogos a menos, ainda não está e tem “tempo” para melhorar. Mas não tem muuuuito tempo, a arrancada tem que começar no próximo domingo urgente. A bola precisa entrar para tirar um peso das costas. E aí deslanchar para somar logo 45 pontos e terminar tranquilo o torneio nacional, juntar os caquinhos e se preparar para 2022.

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