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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Somos o que somos ou somos com quem somos?

Aqui começamos uma reflexão que não só nos leva pelos caminhos da auto descoberta, assim como de qual é o lugar em nós em nossa relação com o outro (relação amorosa ou comercial) e com o outro no mundo e em nós mesmo.

A alteridade é o grande desafio do mundo atual. O mundo não para, uma hora estamos de cabeça pra cima, outra hora estamos sendo engolidos pelo fluxo contínuo de pessoas (transeuntes na calçada) ou de decisões que, muitas vezes, colidem com aquilo que, no nosso íntimo, percebemos como a mais correta no que diz respeito a que de fato pensamos.

O outro, em nosso horizonte de possibilidades, pode ser um problema. No mundo altamente competitivo, o outro é um problema. Como trazer o outro para o centro de nossa afetividade (relação amorosa) se existem tantos outros mais interessantes e atraentes que nós? O que eu tenho que realçar em mim para que a outra pessoa se interesse por mim? O mundo tá cheio de incertezas…ainda bem.

As incertezas podem nos fazer recuar ou nos bloquear na tomada de uma decisão. A decisão não tomada ou adiada pode nos levar a um fracasso afetivo ou a um efetivo fracasso financeiro. As incertezas podem também ser o pontapé inicial para uma jogada perfeita. Se naquele momento, naquele segundo, no basquetebol, o lance perfeito é eu passar a bola para o pivô que tá na linha de três pontos e o time ganhar o jogo, pimba!

Muitas decisões são tomadas em um cenário que beiram o caos! Um caos emocional, um caos financeiro. Em nossos momentos de indecisão temos que trazer à lume que as vezes é melhor parar para o respiro necessário e, logo depois, caminhar em passos curtos mas seguros.

Somos o que somos ou somos com quem somos? Na resposta aqui caberia um ´e´. Ambas as questões são verdadeiras. Ninguém ‘É’ sozinho. Somos uma rede de relações. Nascemos em uma cultura, morremos em uma cultura. Nascemos em uma família. Temos amigos e estamos sempre em relação com alguém. Mesmo  geograficamente isolada, a pessoa não está sozinha.

Mais ainda quando o AMOR brota em nossos corações. Aí mesmo que o EU quase se dissolve no OUTRO. O sentimento de que estamos ligados pelo coração a alguém é algo profundamente transformador. Nos prepara para a vida e nos acalenta na hora da morte! Ter uma mão que segura a nossa mão em nosso último suspiro, esse é o nosso sonho mais secreto!

Autor:

Álvaro Eduardo Guimarães Salgado

Professor, cientista social e cadeirante. 63 anos

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