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Prosa poética

Constatação

No início, ele achava exagero. Uma visão amarga demais do mundo, coisa de quem se deixou endurecer pela vida. Preferia acreditar que a maioria...

O silêncio que sustenta a Casa-Grande

O país aprendeu cedo a confundir origem com destino. A escravidão não terminou: apenas trocou de método. Feriu as raízes, reorganizou a violência e...

Direito ao silêncio

Houve um tempo em que o silêncio era algo natural. Hoje, ele virou prova, indício, quase acusação. Não responder passou a significar desprezo; desaparecer...

Deixo a vida me levar

Todo fim de dezembro, as redes sociais se enchem de listas, metas e promessas de um “novo ano melhor”. Fotos de agendas coloridas e...

Antes do café esfriar

O despertador tocou como toca todos os dias: sem piedade. Levantei-me com o peso das horas por pagar, das contas que vencem antes do...

O lugar de onde as pessoas nos falam

Existe um tipo de compreensão que não nasce de conselhos nem de teorias, mas do convívio prolongado com a realidade. Ela se forma quando...

O preço da dignidade

Dia desses pela manhã, fui ao mercado comprar alguns itens básicos de higiene pessoal. Nada extraordinário, nada supérfluo. Ao pegar um produto que uso...

O tempo que corre ao lado

Correr diariamente com meu cachorro é uma terapia. Não uso a palavra como metáfora: trata-se de um fato concreto, quase clínico. O corpo se...

O banho do pássaro

Era manhã de férias. Café recém-passado, a casa ainda em silêncio, e eu observava pela janela da sala quando um pássaro resolveu brincar na...

Hematoma

Após uma competição esportiva intensa, um hematoma no joelho revela-se mais do que uma lesão física: desencadeia dores, automedicação, colapso do corpo e uma reflexão profunda sobre limites, aprendizagem e existência. Entre inflamações, efeitos colaterais e ironia, o texto transforma a experiência da dor em metáfora do viver — quando o corpo ensina antes que a consciência esteja pronta para aprender.

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