O país em que vivemos

O país em que vivemos criou no imaginário popular que é natural normalizar casos de corrupção em detrimento de serviços públicos de péssima qualidade que todos têm direito por lei e por pagar muitos impostos. Ou seja, para muitos, “se roubar e fizer para o povo, está tudo bem”.

O país em que vivemos criou também em seu imaginário que as facções criminosas pode, sem problemas, dominar territórios, desde que os bandidos ofereçam à população a segurança pública que deveria ser exercida por autoridades estatais. Para alguns, não importam o tráfico de drogas ou o domínio de um “estado paralelo”, desde que não sejam cometidos assaltos naquela região dominada pelos infratores da lei.

O país em que vivemos também passou a naturalizar o pensamento de que uma pessoa portando pouca quantidade de drogas não pode (nem deve) ser considerada traficante e que é aceitável ser usuário, e que, inclusive, dinheiro público seja utilizado para fazer campanhas em prol da liberação não apenas da maconha, mas de todas as drogas a todos os públicos.

O país em que vivemos está implementando no imaginário popular que os agentes de segurança pública são opressores, assassinos e infratores da lei que oprimem verdadeiros bandidos (retratados por pessoas sem caráter como “vítimas da sociedade” ou “pessoas sem oportunidades”).

O país em que vivemos está doutrinando que é errado ter uma família, baseada nos alicerces cristãos, mas é valorizada uma vida em promiscuidades e sem princípios, chamando isso de “família não tradicional”. Nesse modelo de família, não existem responsabilidades, compromissos e muito menos princípios que norteiam o caráter de seus membros.

O país em que vivemos é torna o roubo e o furto justificáveis, mas o trabalho honesto é criminalizado. É louvável não trabalhar e reprovável investir ou tentar ter o seu próprio negócio. É admirável ser mal-educado, mas ridicularizado ser diplomático e cordial.

Esse é o país em que vivemos.

Walisson Jonatan de Araújo Maia
Walisson Jonatanhttp://lattes.cnpq.br/8683005938555663
Walisson Jonatan de Araújo Maia é jornalista, pós-graduado em Ciências Políticas, pós-graduado em Produção de Textos e pós-graduado em Ensino de Literatura pela Faculdade Líbano; graduado em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); aperfeiçoado em Marketing Digital pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA); possui curso de Introdução à Criação de Sites e Curso Elaboração de Projetos, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima; possui curso de Gêneros Textuais Acadêmico pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul; possui Curso de Acesso à Justiça pela Civics Educação dentre outros cursos na área do jornalismo, educação, informática, estudos literários, noções introdutórias de direito constitucional, discursos e política.

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