Unilever Food Solutions traz dicas práticas sobre o que mudar na rotina da cozinha para conseguir o menu perfeito para os dias de jogos
Com a aproximação do Mundial de 2026, bares, restaurantes e operações de food service já começam a se preparar para um dos períodos mais intensos do setor. Grandes eventos esportivos alteram profundamente o comportamento do consumidor, exigindo decisões rápidas, alto giro e operações extremamente eficientes. Nesse contexto, cardápios enxutos surgem como uma estratégia-chave para aumentar a agilidade, reduzir desperdícios e melhorar a experiência do cliente. Mas o que de fato é necessário mudar na rotina da cozinha para conseguir o cardápio perfeito para essa data? O chef Igor Mochizuki, que faz parte da equipe da Unilever Food Solutions, traz dicas práticas, compartilha aprendizados e explica sobre os benefícios para isso.
Jogos ao vivo alteram fluxo de clientes, horários de pico e ritmo de consumo. Durante partidas decisivas, clientes querem pedir rápido, garçons precisam ser ágeis e cozinhas operam sob pressão. É fato que, neste período, o consumidor também tende a ter mais foco na experiência coletiva — assistir às partidas, socializar, celebrar e receber o pedido rapidamente. Segundo o chef, é uma época muito movimentada e uma grande oportunidade de aumentar lucros com pratos que se conectem com essas sazonalidades. “Em geral, pratos para compartilhar e porções são muito pedidos porque são formas de se conectar com a festividade e as pessoas à mesa”, afirma.
O que mudar na cozinha?
Segundo Mochizuki, antes de falar da cozinha, vale pensarmos também em tudo aquilo que previamente pode impactar no resultado para permitir que o local opere com mais precisão, mesmo sob alta demanda. “A programação de compra merece atenção especial, pois é bastante negativo para um food service não ter um prato que está no cardápio”, revela. “Além disso, treinamento é super importante pois uma equipe organizada para produção é mais eficiente e entrega com qualidade. Os maiores picos do ano com esses eventos são programados, então vale ter uma manutenção preventiva dos equipamentos para não ser pego de surpresa”, acrescenta.
A estratégia exige planejamento prévio e análise de dados: identificar os pratos mais vendidos, entender o perfil do público em dias de jogo e adaptar receitas, porções e fluxos de produção. Não se trata apenas de cortar opções, mas de escolher estrategicamente o que permanece no menu para atender ao consumidor com rapidez, sabor e eficiência. “Outro ponto importante é o desperdício. Quando a lista de mise en place é muito extensa, fica difícil prever quais pratos terão maior saída e em que volume. Se o movimento não acontece como esperado ou ocorre algum imprevisto, o risco de desperdício aumenta significativamente”, reforça.
Em suma, para o Mundial de 2026, os cardápios mais curtos, com pratos de fácil execução, ingredientes versáteis e alto apelo popular serão decisivos para o sucesso das operações. Mais do que uma tendência, o menu enxuto deixa de ser apenas uma escolha de oferta e passa a funcionar como ferramenta estratégica de operação e experiência, impactando diretamente faturamento, satisfação do cliente e sustentabilidade do negócio durante os jogos.
Autora:
Milene Macaroun


