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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

10 erros em obras que geram prejuízos: saiba como evitar!

A ausência de planejamento, cuidados e comunicação são alguns dos fatores elencados pela arquiteta Patricia Miranda. O fim das dores de cabeça e um financeiro equilibrado são alguns dos benefícios quando os cuidados são acompanhados

Só de pensar em obra, muita gente faz a associação do processo com problemas a serem resolvidos, desgostos e o medo de estourar o orçamento. E, de fato, esses temores podem acontecer, mas a boa notícia é que esse cenário pode ser evitado. A arquiteta Patricia Miranda, à frente do escritório Raízes Arquitetos, relata já ter testemunhado diversos equívocos que infelizmente prejudicam a saúde mental dos moradores, como também a estética dos projetos, a funcionalidade almejada e, até mesmo, a durabilidade das construções. “O mais grave é quando o erro realizado na obra compromete a edificação”, alerta.

 Indagada sobre os 10 principais erros que acontecem nas obras, a profissional destacou quais são eles e trouxe insights valiosos sobre como todos eles podem ser evitados. Para ela, a arquitetura é uma disciplina dinâmica que demanda uma atenção meticulosa aos detalhes, desde o conceito inicial até o término da execução. “Com as experiências particulares e mesmo pela observação em outras situações, tornamos a construção de um ambiente mais sólido, eficiente e esteticamente agradável”, comenta. Acompanhe: 1.     Zelar sempre:

Durante a obra desse apartamento realizado pela arquiteta Patricia Miranda, ao longo das intervenções sua equipe teve todo o cuidado necessário para manter a integridade da mesa e o piso | Foto: Divulgação

Um lugar em obras não implica no descuido com aquilo que já existe de bom nas instalações. De acordo com a arquiteta, elementos como janelas, portas e pisos precisam ser protegidos para evitar batidas que danifiquem aquilo que não precisará ser trocado. Isso vale também para os mobiliários e eletrodomésticos: seja em uma mudança ou quando estão no local, devem ser corretamente acomodados. Ela também acrescenta que o acondicionamento correto dos materiais não pode ser deixado em segundo plano. “Quando uma peça quebra, por exemplo, pode comprometer a quantidade comprada e impactar no aumento dos gastos”, detalha Patricia.

Pintura sem os devidos cuidados: nem pensar! Com o piso finalizado, nada de realizar a pintura sem protegê-lo devidamente – incluindo os rodapés, batentes das portas e o entorno de janelas | Foto: Freepik
2.     Falta de acompanhamento na execução: 
organização e a limpeza durante a obra promovem um ambiente mais agradável e até eficiente para todos os envolvidos, incluindo moradores e trabalhadores. Isso cria um clima positivo e de organização, melhorando as relações interpessoais e contribuindo para uma solução satisfatória. Nesse antes e depois da sala de estar realizada pela arquiteta Patricia Miranda, percebe-se que as paredes e o teto se mantiveram íntegros e limpos durante toda a execução da obra no imóvel | Foto: Cacá Bratke (à direita)

Segundo a arquiteta Patricia Miranda, a ausência da gestão da obra – isto é, do acompanhamento profissional para conferir o trabalho realizado pelas equipes de mão de obra –, pode desencadear um descompasso delicado para ser resolvido. Intercorrências que podem acontecer durante o processo e o olhar do arquiteto para resolver as situações e elencar a sequência das etapas resulta apenas em benefícios.

No desejo de economizar, encontro alguns clientes que querem tocar a obra sozinhos. Mas como fazer para lidar com vida pessoal, trabalho e o gerenciamento de uma obra?”, reflete a arquiteta. No final das contas, ela afirma que contar com o apoio especializado alivia a tensão do futuro morador, traz certeza sobre o controle dos gastos e o deixa liberado para sonhar com o novo momento de vida que está por chegar.

3.     Ausência de projeto:

Parece evidente, mas uma obra sem projeto é fadada à contabilidade com muitas falhas. Interpretado como um mapa, o projeto é também um documento que registra e descreve tudo o que deve ser feito e que coopera para a prevenção de problemas. “É com ele que imergimos no detalhamento e na identificação in loco de outras coisas que não podem deixar de ser feitas, quantificação dos materiais… de cabeça seria impossível ter o controle de tudo“, analisa Patricia.

4.     Projeto: o manual de instruções da obra 

Debaixo do braço e conferido sempre: o projeto arquitetônico promove a unidade no trabalho realizado pelos empreiteiros e o profissional responsável | Foto: Freepik

A arquiteta Patricia Miranda observa a importância de trabalhar com a versão mais atual do projeto. “Considerando que projetar envolve várias revisões até alcançar o formato ideal, todos precisam falar o mesmo idioma durante a obra, incluindo o proprietário“, considera.

Economias que não trazem bom resultado:

5.     Argamassa de assentamento

Com a expansão do setor de revestimento cerâmico – em especial o porcelanato, que entrega altíssima qualidade e um leque completíssimo de estampas, englobando inúmeras referências de mármores e tipos de madeira –, o material para assentamento também evoluiu.

Dessa forma, a profissional sustenta a necessidade de conferir a tipologia adequada para a argamassa, geralmente indicada nas instruções do fabricante, assim como a quantidade correta para a aderência. “Essas precauções evitam que um item de tanta durabilidade apresente o descolamento em curto e médio prazoJunto a isso, também ressalto a importância de contratar aplicadores experientes”, aconselha.

6.     Aplicação do rejunte adequado:

 Mesmo quando as juntas são mínimas, a partir de 1 ou 2mm, é importante atentar para o tipo do rejunte. Ambientes secos são diferentes dos com umidade, que pedem rejunte acrílico. Locais com muita movimentação pedem rejunte epóxi. Então, a compra da tipologia certa e a atenção redobrada na aplicação são pontos salientados pela arquiteta. “Falando do processo em si, o rejuntamento deve ser acompanhado por uma revisão, pois o próprio revestimento pode absorver a umidade do procedimento e resultar em falhas“, detalha Patricia.

7.     Revestimentos inadequados para certas atividades ou usos

Locais como cozinha e churrasqueira, por exemplo, são impactados pela gordura e, em função disso, pedem por revestimentos não porosos e de fácil limpeza. A mesma dinâmica deve ser pensada nos banheiros, evitando a especificação de pisos escorregadios, como forma de mitigar o risco de acidentes e, em locais de grande impacto, como as garagens, um piso de alta resistência. “Esse raciocínio não se aplica somente ao piso, mas em outras situações como as bancadas“, acrescenta a arquiteta.

O antes e depois dessa cozinha feita pela arquiteta Patricia Miranda: aqui ela planejou o uso correto dos itens, com base no dia a dia dos moradores. Para a bancada, ela trabalhou com as lâminas ultra compactadas Lamtec, um material espanhol e extremamente resistente ao calor e ao corte de alimentos com faca, sem a necessidade de tábua de apoio. Ele também é indicado para superfícies para a instalação de cooktop (foto à direita) | Foto: Cacá Bratke

Veja outros conselhos elencados por Patricia:

8.     Coerência nas etapas:

 “Não adianta pintar uma parede que ainda terá passagem de fiação, pois com certeza ficará suja depois”, exemplifica a profissional.

9.     Banheiros com a madeira certa:

Usar gabinetes não resistentes às áreas molhadas e úmidas costuma inchar e estragar com o tempo de uso.

10.     Comunicação:

Levando em consideração que uma obra envolve muitas pessoas, a interação e clareza entre todas as partes é primordial, ocorrendo como a sintonia de uma orquestra: cada equipe à frente de uma atividade precisa saber o seu papel, o seu momento e o daquele que o antecede e sucede.

Conheça algumas sugestões de revestimentos em porcelanatos para a sua casa:

Roca Cerámica

Série Desert

Para uma escolha atemporal, a Série Desert, da Roca Cerámica, é a aposta perfeita para destacar a tendência da atmosfera quiet luxury. Nessa sala de banho, a naturalidade da peça disponível também com acabamento ABS, pode ser aplicado em áreas externas, integrando e permitindo a unidade visual com ambientes internos Imagens: Divulgação 
Série Limestone  
A diversidade de acabamentos também é um diferencial da série Limestone, também da Roca Cerámica. Nas versões ABS (120 cm x 120 cm), mate e polida (120 x 120 cm e 120 x 250 cm), todas podem ser aplicadas em ambientes com diferentes necessidades de uso e juntas mínimas de assentamento – inclusive em áreas externas, evidenciando o aspecto da pedra natural | Imagens: Divulgação 
Incepa
Série Intense  

O banheiro projetado com o porcelanato da Série Intense, da Incepa conta com as duas cores, cinza e bege. Com os acabamentos acetinado e ABS, pode ser instalada em todas as dependências residenciais. O Superformato 120 x 120 cm reflete o visual moderno com sua junta mínima de 1 mm. A aplicação da técnica carving imprime um efeito de baixo-relevo que evidencia o aspecto natural do porcelanato | Foto: Divulgação

Sobre Raízes Arquitetos 

Da arquitetura, a profissional Patrícia Miranda traz o conhecimento de escritórios de diferentes portes, construtoras, canteiro de obras e desenvolvimento de projetos – desde a aprovação até o detalhamento executivo, com coordenação, verificação e compatibilização. Do design, traz o desenvolvimento de móveis e objetos, exclusivos ou de produção seriada. ”Cuidamos de arquitetura e design, campos que tratam do homem, além dos cheios e vazios à sua volta. Unimos conhecimento técnico e sensibilidade poética”, enfatiza. 

www.raizesarquitetos.com.br 

@raizesarquitetos 

Autor:

Alex Sander

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