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domingo, 7 de julho de 2024

O buscador

Viver
Tudo o que a vida tem pra te dar
Saber, saber
Em qualquer segundo tudo pode mudar

Fazer
Sem esperar nada em troca
Correr
Sem se desviar da rota

Acreditar no sorriso
E não se dar por vencido

Querer, querer
Mudar o mundo ao seu redor
Saber, saber
Que mudar por dentro pode ser o melhor

Fazer
Sem esperar nada em troca
Vencer
É recomeçar

Quando o sol chegar
Quando o céu se abrir
Saiba que estarei aqui
Aqui

Vamos amar no presente
Vamos cuidar mais da gente
Vamos pensar diferente porque
Daqui só se leva o amor

No dia a dia de idas e vindas, no percurso entre a minha casa e o trabalho, músicas embalam cada quilômetro percorrido. Hoje ouvi e repeti várias vezes uma música em especial.

“Só se leva o Amor”, uma canção do Jota Quest (composição de Rogério Flausino), é uma daquelas que parecem ter sido feitas sob medida para acompanhar esses momentos de deslocamento.

Enquanto os pneus deslizam suavemente sobre o asfalto, as letras da música se entrelaçam com os pensamentos, convidando a uma reflexão sobre o sentido da vida e sobre o que realmente importa.

“Viver, tudo o que a vida tem pra te dar…” lembra que a jornada é efêmera e que é preciso aproveitá-la ao máximo.

“Saber, saber, em qualquer segundo tudo pode mudar…”, e não é essa uma verdade incontestável? A incerteza do amanhã contrasta com a certeza do momento presente, incentivando a abraçar cada instante com gratidão e intensidade. Afinal, nunca se sabe quando será a última vez que se sentirá o calor do sol, a suavidade de uma brisa ou o conforto de um abraço.

“Fazer, sem esperar nada em troca…”, uma lição valiosa que ecoa através dos versos. A verdadeira essência da ação desinteressada, onde o ato de dar se torna sua própria recompensa. E na corrida frenética da vida moderna, é fácil perder de vista esse princípio fundamental, mas as palavras da música servem como um lembrete gentil, guiando em direção a uma existência mais plena e significativa.

E quando a voz do vocalista ressoa “Aqui, vamos amar no presente, vamos cuidar mais da gente…”, é como se um convite fosse estendido para reconectar-se com o que realmente importa. A importância de nutrir os relacionamentos, cultivar o amor e a compaixão, tanto consigo mesmo quanto com os outros ao redor.

Enquanto o trajeto se desenrola, os acordes melódicos se misturam com os ruídos da cidade, criando uma sinfonia única que é ao mesmo tempo uma trilha sonora e uma meditação.

E quando a música chega ao seu clímax, com a promessa de que “daqui só se leva o amor”, é como se todas as preocupações e fardos do dia se dissolvessem, deixando apenas a essência pura e inegável do que realmente importa: o amor.

Assim, cada canção se torna uma parte integrante do ritual diário de deslocamento, tornando o simples ato de dirigir em uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal.

E é nesse espaço entre as notas e os quilômetros percorridos que a magia das músicas se revela, lembrando que, mesmo nas situações mais mundanas, há beleza e significado a serem encontrados.

Autor:

Edivaldo Santin

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