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sábado, 9 de março de 2024

Pesquisa desenvolvida na UNIFAL-MG aponta os principais desafios na gestão pública de resíduos sólidos em Minas Gerais

Falta de recursos técnicos e financeiros é uma das dificuldades encontradas pelos municípios pequenos no gerenciamento do lixo

Uma pesquisa que investigou a gestão pública de resíduos sólidos em Minas Gerais apontou os principais desafios no gerenciamento do lixo sólido no estado, revelando os impactos da falta de recursos técnicos e financeiros para os municípios pequenos. Desenvolvido por discentes e docentes da UNIFAL-MG, o estudo é fruto do Trabalho de Conclusão e Curso (TCC) em Ciências Econômicas com ênfase em Controladoria, realizado pela acadêmica Caroline Miguel Gregório. Os resultados ganharam repercussão na Revista de Comunicação Dialógica (RCD) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Da esquerda para a direita, estão o docente Fernando Batista Pereira, do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, o professor Everton Rodrigues da Silva e a mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da UNIFAL-MG, Ana Paula Silva dos Santos. (foto: arquivo pessoal)

Intitulado “Análise sobre a gestão pública dos resíduos sólidos em Minas Gerais”, o artigo é assinado pela autora do trabalho em colaboração com os professores, Fernando Batista Pereira e Everton Rodrigues da Silva, do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), e com a acadêmica Ana Paula Silva dos Santos, mestra em Economia pela UNIFAL-MG.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que os municípios pequenos encontram mais dificuldades no gerenciamento dos resíduos sólidos, em grande parte, por falta de recursos técnicos e financeiros. “Os consórcios municipais podem diminuir essas dificuldades, tendo em vista que favorecem a busca por recursos, a contratação e a operação dos serviços relacionados ao gerenciamento dos resíduos”, comenta Caroline Gregório.

A pesquisa também apontou a ausência de recursos financeiros e técnicos como um dos fatores que prejudicam o encerramento dos lixões e o gerenciamento dos rejeitos. Além disso, o estudo constatou pouca adesão dos municípios mineiros na implantação da coleta seletiva devido a fatores como falta de planejamento, capacidade técnica, mobilização e adesão da população e engajamento das próprias prefeituras.

“Foi observado também uma pequena quantidade de cidades mineiras que possuem o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGRS), e o principal motivo é que para a elaboração do plano, é necessário pessoas com conhecimento técnico. Outro fator importante é o baixo conhecimento das equipes de servidores das prefeituras sobre os seus territórios”, relata a acadêmica.

Caroline Gregório também menciona que a educação ambiental foi um aspecto essencial apontado pelos entrevistados. “Em muitos municípios fica limitado apenas ao ambiente escolar”, revela.

Para a coleta de informações do estudo, foram feitas revisões bibliográficas e entrevistas semiestruturadas com membros da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Sul de Minas (SUPRAM); da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) e com uma pesquisadora acadêmica formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Conforme informado pela acadêmica, as quatro primeiras seções do artigo foram desenvolvidas com base em análise documental e bibliográfica. A quinta seção foi feita por meio da análise das entrevistas realizadas de forma online com perguntas elaboradas a partir do Panorama de Resíduos Sólidos Urbano, produzido pela Secretaria de Estado e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). “As conversas foram gravadas com a permissão dos interlocutores e transcritas”, explicou.

Para os pesquisadores, ao demonstrarem os principais desafios para a gestão dos resíduos sólidos em Minas Gerais, os resultados do estudo contribuem para a mudança de cenário do gerenciamento do lixo no estado. “Esses resultados podem colaborar para a tomada de decisões pelos gestores públicos que envolvam mobilização, recursos e conscientização da população”, afirma Caroline Gregório.

Autoria:

Diretoria de Comunicação Social UNIFAL MG

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