Jornal Tribuna

SOMOS PARCIALMENTE DIRIGENTES DA NOSSA TRAJETÓRIA EVOLUTIVA

Por Marcos Carlos Vieira dos Santos·
SOMOS PARCIALMENTE DIRIGENTES DA NOSSA TRAJETÓRIA EVOLUTIVA

Não escolhemos nosso gênero sexual, nossa estatura, cor de pele, olhos e cabelos, nem nossos pais, irmãos ou inexistência destes. Podemos titubear no caminho, mas a chegada já está em nosso “DNA”, a santidade é inevitavelmente a programação humana feita pelo Criador. Cedo ou tarde todos chegam!

O Universo é vida, assim tudo é vida, o Planeta Terra em que vivemos é um grande complexo de vida onde somos parte. Com serenidade podemos observá-la, vendo que que toda espécie de vida que emergiu e se expressou, antes foi uma vida em potencial como uma semente ou um embrião. Então a vida se torna o que deve ser independente da vontade humana que é só mais uma das criações. Uma das vertentes da iluminação ou abertura do chamado terceiro olho é vê a vida como ela é, sem pretenções, sem egoísmo ou superego.

Uma das grandes causas da ansiedade e sofrimento humano é preocupar-se com o futuro, e tal fato é algo comum em praticamente todas as sociedades, assim o indivíduo agrega este pensamento coletivo, absorvendo este mal como uma conduta necessária. Fato é que se enxergarmos a vida como realmente é sem os conceitos socioeconômicos e moralistas, podemos sair do ciclo vicioso da ansiedade. É preciso entender que a autonomia humana frente aos acontecimentos é relativa, e quando temos a pretenção de ter o total controle sofremos, pois na verdade temos apenas o controle parcial em nossa própria vida e às vezes queremos contralar situações externas, o que é mais improvável de conseguirmos. Sobre o próprio corpo podemos ter uma significativa influência própria, mas externo a nós podemos apenas sugerir expressões de nossas vontades, pensamentos e reflexões.

O que devemos fazer para ter a vida equilibrada emocionalmente é ter a boa vontade de experienciar a vida como ela é, aceitando que não somos autocriados e sim Criados, suavizando assim as relações humanas, as quais são heterogêneas, pois cada ser carrega em si experiências únicas, pelas próprias experiências diversas e por seus modos pessoais de enxergá-las. A preocupação excessiva com o futuro só traz desequilíbrio ao indivíduo, pois a mente gasta inutilmente a energia que poderia se utilizada para resolução prática do problema, o qual só é resolvido no presente, uma vez que, o passado não existe mais e o futuro é uma hipótese, somente o presente é uma realidade a qual podemos agir de fato. Portanto o equilíbrio em nossas vidas pode ser alcançado quando conseguirmos nos harmonizar com o ‘agora’ e ter a consciência que o grande orquestra da vida não somos nós, somos músicos que a compõem e devemos nos ater em afinar e estar conectados à melodia que fomos incumbidos a tocar pelo maestro regente.

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