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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Como “vender” serviços na área do Direito sem cruzar os limites éticos do marketing jurídico?  

Com visão estratégica e suporte especializado, é possível construir ações comerciais sem ferir a legislação que regula a publicidade no Direito 

Atualmente, quando se observa o segmento do Direito no Brasil, pode-se perceber um cenário altamente competitivo, decorrente não apenas do processo de digitalização – e consequente ampliação da presença de escritórios em domínios do ambiente virtual –, mas também do aumento do número de advogados formados como resultado da ampla abertura de cursos de direito pelo país. 

Para se ter uma ideia, o Brasil possui cerca de 1,3 milhão de profissionais na área, o que representa, proporcionalmente, um advogado para cada 164 brasileiros, número esse que, por sua vez, coloca nosso país como o primeiro do mundo quando pensamos no volume de profissionais da área jurídica.  

Nesse contexto, portanto, é importante que os escritórios de advocacia elaborem e estabeleçam ações que destaquem seus serviços e, consequentemente, os apoiem na conquista de novos clientes. Mas esse é um caminho bastante desafiador, haja vista que, por se tratar de serviços de interesse público, estamos falando de um segmento que conta com regulações específicas e limites para a promoção dos escritórios no mercado. 

Nesse sentido, umas das estratégias que pode ser utilizada envolve a estruturação de iniciativas de marketing que estejam atentas aos limites éticos da publicidade do universo do Direito.  

O desenvolvimento de técnicas comerciais 

Há quem diga que vender é uma arte; sendo assim, é importante estudar e entender de modo aprofundado quais são as melhores abordagens para esse objetivo, principalmente se tratando da área do Direito.  

Dito isso, ainda que se trate de um posicionamento comercial mais complexo e que não deve se sobrepor ao interesse público, as práticas a serem recomendadas, a rigor, são as mesmas utilizadas em outros setores de serviços, observando-se um cuidado ainda maior com a transparência dos escritórios. 

É fundamental, antes de mais nada, preparar-se para lidar com o potencial interessado nos serviços do escritório de modo personalizado. E isso significa, dentre outros pontos, obter um conhecimento técnico básico sobre a empresa/cliente contratante e o setor no qual ela está inserida –, possibilitando um entendimento maior sobre a demanda jurídica que será apresentada.  

É fundamental também que os profissionais se mantenham atualizados sobre as novidades jurídicas do segmento do potencial cliente em questão e, tratando-se especificamente do segmento do Direito, recomenda-se também a especialização em algumas frentes, de modo que o escritório possa se posicionar, do ponto de vista mercadológico, como especialista naquelas áreas.    

Seja um bom ouvinte – e gere valor sobre isso 

No âmbito de uma estratégia de viés comercial, a máxima da experiência do cliente também vale para a área jurídica. Assim, é indispensável que o prospecto se sinta ouvido e entenda que existe efetivamente um espaço para explicitar suas demandas e preocupações, não apenas pela impressão que isso causa nele, mas também porque, via de regra, são informações valiosas e que podem, também, gerar valor.  

A partir dessa escuta – e com a formulação de estratégias adequadas –, é possível entender as dificuldades vividas do outro lado e que podem ser já trabalhadas no caso de contratação dos serviços de um escritório. Além disso, abre-se espaços para que o escritório apresente seu valor e as vantagens que oferece dentro de seu nicho de atuação.   

Vale ainda utilizar como ponto forte na negociação o histórico de seu escritório, com a exposição de contextos semelhantes enfrentados no passado e como foi possível contorná-los e solucioná-los – uma demonstração de experiência que pode ser decisiva no momento da decisão de contratar ou não um escritório. 

Marketing Digital 

Unir o esforço de posicionamento comercial com o marketing digital é um dos caminhos mais eficientes para a área jurídica, uma vez que, por meio das estratégias de Inbound, um escritório pode disponibilizar conteúdos relevantes em canais como as mídias sociais ou blogs, atraindo “organicamente” potenciais clientes e sem ferir as regras de publicidade do setor. 

Para tanto, vale a pena investir na contratação de agências de comunicação especializadas, capazes de traduzir a linguagem técnica e o “juridiquês” para uma linguagem acessível ao público e, inclusive, para posicionar porta-vozes de escritórios em veículos de imprensa.  

Limites éticos 

Conforme apontado no início desse artigo, deve existir uma preocupação por parte de escritórios e advogados para que não se cruze os limites éticos do marketing jurídico no momento de comercializar serviços.  

As regras que dispõem sobre o assunto constam no Código de Ética da OAB, que apresenta as informações sobre o que é proibido no âmbito do Marketing Jurídico e na divulgação de serviços prestados na área.  

Tal conhecimento, por fim, para que estratégias comerciais assertivas sejam construídas dentro dos limites da legislação brasileira e, ao mesmo tempo, favorecendo o crescimento de escritório em um setor dinâmico e competitivo. 

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Sobre a IDEIACOMM??? 

A IDEIACOMM foi fundada em 2012, com foco na comunicação corporativa. Hoje, atua nos pilares de Assessoria de Imprensa, Assessoria de Comunicação, Social Media e Assessoria LinkedIn Profile e Business. Especializada em construir a autoridade das empresas por meio da comunicação, a agência conta com um time de profissionais composto por jornalistas, publicitários e designers, com aptidão para divulgar o conteúdo em linguagem apropriada à cada plataforma de comunicação.??? 

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Redes Sociais??? 

Instagram @ideiacomm??? 

LinkedIn.com/company/IDEIACOMM??? 

Autora:

Camila Thomaz é Diretora Comercial da IDEIACOMM, agência de conteúdo, social media, eventos corporativos e assessoria de imprensa para empresas de Tecnologia, Startups, Tributaristas e área Jurídica.??? 

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