De lombalgia a artrite, passando por tendinites e neuropatias, diferentes tipos de dor
impactam a rotina e podem ter tratamento eficaz quando corretamente diagnosticados
A dor é um dos principais motivos de procura por atendimento médico em todo o mundo. No
Brasil, cerca de 40% da população adulta e idosa convive com algum tipo de dor crônica,
segundo diversos estudos populacionais. Pesquisas recentes indicam que as dores
musculoesqueléticas são o problema de saúde mais frequente entre pessoas de 15 a 64
anos, além de figurarem como uma das principais causas de aposentadorias precoces no
país.
A dor crônica pode se manifestar de diferentes formas e com origens variadas, o que torna
o diagnóstico preciso um fator determinante para o sucesso do tratamento. “Cada dor tem
uma origem, uma característica e um impacto diferente no corpo e na rotina do paciente.
Por isso, a escuta cuidadosa e o tratamento personalizado são fundamentais”, explica o
médico especialista em dor, Dr. Edicarlos André.
Entre os quadros mais comuns estão a lombalgia, caracterizada por dor na região inferior
das costas, frequentemente associada à má postura, sedentarismo ou sobrecarga física; a
osteoartrose, especialmente nos joelhos, que compromete a mobilidade; além de tendinites
e epicondilites, geralmente relacionadas a movimentos repetitivos. Também são frequentes
as dores neuropáticas, causadas por lesões ou disfunções do sistema nervoso, e doenças
articulares, como artrite e artrose, que levam à dor, rigidez e limitação dos movimentos.
Um estudo publicado no Brazilian Journal of Pain, que analisou a prevalência da dor crônica
no município de Irani, em Santa Catarina, apontou que cerca de 40% da população adulta e
idosa local convive com esse tipo de dor. Entre os fatores associados estão sexo feminino,
idade avançada, índice de massa corporal elevado, presença de comorbidades, menor
escolaridade e histórico prolongado de trabalho.
O tratamento das dores crônicas exige uma abordagem integrada e individualizada. O
diagnóstico precoce, aliado a exames clínicos e complementares adequados, é essencial
para evitar a progressão para quadros incapacitantes. As estratégias terapêuticas podem
incluir fisioterapia, exercícios específicos, uso de órteses quando necessário, medicamentos
prescritos e intervenções especializadas em dor.
“A dor precisa ser tratada com responsabilidade e profundidade. Mais do que mascarar os
sintomas com analgésicos, é essencial compreender sua origem, acompanhar sua evolução
e oferecer estratégias de alívio que sejam eficazes e sustentáveis”, ressalta o Dr. Edicarlos
André.
Além do impacto físico, as dores crônicas também afetam diretamente a saúde emocional e
a vida social dos pacientes. Alterações de humor, ansiedade, depressão, perda de
produtividade e isolamento são consequências frequentes, o que reforça a importância de
um acompanhamento contínuo e multidisciplinar.
Quando a dor persiste por mais de três meses ou passa a interferir nas atividades diárias,
no sono e nas relações pessoais, é fundamental buscar avaliação especializada. “Quando a
dor começa a comprometer a qualidade de vida, ela deixa de ser apenas um sintoma e
passa a exigir atenção médica. Nesses casos, não se deve esperar para procurar ajuda”,
finaliza o médico.
Autor:
Mateus Moreira


