O etarismo, o preconceito etário, ou qualquer nome que a gente queira dar para isso, é uma violência social que atravessa a vida inteira. E eu faço questão de insistir nisso porque muita gente ainda trata esse tema como se ele dissesse respeito apenas a quem tem mais idade. Não diz. No livro O Segredo da Longevidade Ativa, que escrevi junto com meus alunos da pós graduação em Geriatria do Hospital Israelita Albert Einstein, a gente dedicou um capítulo inteiro, literalmente, para decodificar o que é o etarismo, quais são as suas formas e como ele não está atrelado apenas às pessoas mais velhas.
Ele aparece quando alguém muito jovem assume uma posição de liderança e é recebido com desconfiança, como se juventude fosse sinônimo de incompetência. Ele aparece quando profissionais com mais de 50, 60 ou 70 anos passam a ser ignorados pelo mercado, como se experiência perdesse valor com a idade. Ele aparece quando alguém vive um relacionamento com uma pessoa muito mais nova ou muito mais velha e vira alvo de julgamento. Ele aparece quando uma pessoa chega aos 30 anos sendo virgem e escuta que está “velha demais” para isso. Ele aparece até quando alguém decide começar uma faculdade, mudar de carreira ou aprender algo novo e ouve que já passou da hora.
A verdade é que a sociedade criou uma espécie de cronograma absurdo para a vida humana. E quem sai dele quase sempre é punido com preconceito.
Willians Fiori
Especialista em Mercado de Longevidade desde 2003
Professor Pós-Graduação em Geriatria, Gerontologia e Mercados — Hospital Israelita Albert Einstein
Professor Convidado: FIA, UFRJ, PUC-SP e INSPER, FAAP
Autor dos Livros: Diversa-Idade, Brasil 2060,O cérebro que podemos proteger
Citado no livro Longevity Hub do MIT (Massachusetts Institute of Technology) como principal especialista brasileiro no tema
Premiado pela ONU Latin America e detentor do Selo Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo
Premiado pelo Premio Bstory Longevidade
Membro do conselho Europeu de Silver Economy

