França, Argélia e Marrocos, saídas e horizontes 

A Franca, colonizator de Marrocos e Algeria, cuja conquista da Argélia pela França (1830-1902), criando uma colônia,  Argélia Francesa (1830-1962), motivo de lutas anticoloniais, contrariamente a Marrocos,  restaurador da independência e  plena soberania, 2 de Março  1956.

Franca-Argelia

O colonialismo francês foi instrumentos de separação e degradação do Magreb-arabe,  cuja “independência dentro da interdependência”, tel sido o motivo direto de  ascensão do autoritarismo,  de tensões em torno do MAK, movimento cabila, de deterioração de relações franco-argelinas, e de muitos presos políticos, exacerbando ainda mais as tensões autoritárias

O passado colonial, a falta de legitimidade democrática e  a obsessão francesa, só acentuou as pretensões do movimento Hirak, 2019,  mudanças de políticas internas, para a França discutir de crimes cometidos na Argélia, pós colonial, e saídas posteriores..

Atualidade e saara ocidental

Trata-se de delegação de juízes e procuradores, em Alger, para manter a cooperação judicial entre os dois países,  além da detencao do jornalista Christophe Gleiz, na Argélia sob a acusação de “glorificar o terrorismo”.

Uma estagnação diplomática e escalada de disputas,  após o reconhecimento de Paris, da soberania marroquina sobre o Saara e  apoio ao plano de autonomia, tem sido a consequências de trocas de visita francês à Argélia, no sentido de atenuar as crises,  um verdadeiro teste da capacidade de ambos os lados, encontrar saídas e superar o desafios políticos e econômicos, quanto à justiça, à imigração e ao combate às redes de tráfico de pessoas.

Obstaculos

Tais divergências só podem  mergulhar as partes no emaranhado objeto de questões financeiras e imobiliárias, dos altos funcionários e autoridades do regime argelino

Entrando-se numa fase crucial; da corrupção, como instrumento de políticas públicas , de opinião pública, do pretexto de combate a miséria e pobreza, subjacente a riqueza petrolífera, da credibilidade e integridade jurídica; reivindicadora de melhores condições de vida em termos de transparências políticas, de produção e melhoria de níveis  socioeconômicos..

Tendo em vista o fenômeno de corrupção imobiliário, de funcionários argelinos, proprietários de apartamentos de luxo na França, ofuscando  leis financeiras e fiscais, e mitigados processos de condenação e corrupção,  caso do ex-embaixador francês na Argélia, Xavier Driencourt,  Chefe do Estado-Maior, Saïd Chengriha,  ex-presidente do Conselho da Nação, Salah Goudjil,  com muitos apartamentos no coração de Paris, avaliados em milhões de euros.

Tal dossie das propriedades e imóveis argelinos na França tem sido uma poderosa e decisiva moeda de troca nas mãos de Paris e do governo de Emmanuel Macron, inflexionando  o regime argelino a ceder e fazer grandes concessões.

Uma das questoe proeminentes  e esperada foi a libertação de Christophe Gallet nas próximas semanas, sob o indulto presidencial, coincidindo com o Eid al-Adha, festa do sacrificio, cedendo a  Argélia a manter cooperação total em segurança e facilitar a deportação de imigrantes indocumentados.

Assim, os chefes do atual regime argelino, “Tebboune, Chengriha e demais autoridades; responsáveis defendem seus interesses pessoais mesquinhos em detrimento dos interesses do povo; dados mordomias e privilégios das famílias e cônjuges na França, escondidos do confisco e responsabilização financeira.

Pragmatismo francês e aquiescência argelina

A visita do Ministro da Justiça francês à Argélia constitui uma oportunidades   para as questões judiciais e controversas entre a França e a Argélia, dado assunto da justiça e da imigração,  e dos processos  à recusa das autoridades argelinas, aceitar o retorno de vários indivíduos; deportados por ordem judicial francesa.

Esta medida pragmática tem sido, também, um gesto para a melhoria das relações entre os dois países, uma abordagem da França neste momento historico, visando a superar os desacordos de custosos problemas jurídicos, do retorno de detidos e condenados, ou seja à deportação, questoes de estreita cooperação entre as duas partes, dos quais a questao da integridade territorial de Marrocos e saara ocidental.

Para a França, o combate ao tráfico de seres humanos,  contrabando de migrantes, corrupcao de vários funcionários consulares ou diplomáticos argelinos constituem temas e assuntos objeto de cooperacao futura, dados  desafios de redes de tráfico de seres humanos e operações de sequestro, que Paris defende para encontrar soluções práticas e reformas por parte da Argélia, em termos de intransigência e posição estrategica.

 Razão pela qual a Argélia, mantem-se condenada  a ceder às exigências europeias e francesas sob coação, dadas questões pendentes durante anos, ferramentas de pressão de Paris e concessões políticas e regionais, além do conflito do Saara Ocidental, e do Sahel e Saara..

Finalmente, para o Reino de Marrocos, Argélia e França, posicionando-se perante as  relações diplomáticas entre países sob questão soberana, de direitos de Estado, de relações de cooperação igualitária e económica, tendo em vista as últimas visitas oficiais a Argel, do Presidente de Angola e da França, sob a neutralidade, a responsabilização, e a fiabilidade, dimensões de história e  da cooperação,  alternativas de sustentabilidade e  firmeza, quanto às posições originais, construtoras de privilégios de parcerias económicas ou políticas, de acordos secretos ou de manobras, e das vizinhanças regionais.

Autor:

Lahcen EL MOUTAQI. Professor universitario, tradutor, pesquisador sobre assuntos africanos, america latina, Brasil e Marrocos

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