Associação Mulheres de Fibra: 15 anos à frente da iniciativa que transformou o artesanato na zona rural de Maragogi

Artesãs produzem peças únicas à base da renda filé com fibra natural extraída do tronco da bananeira. Mimos são oferecidos aos hóspedes do Sais Beach Living Hotel, em Maceió

No sentido figurado, fibra significa força de vontade, firmeza de caráter, disposição para tomar decisões ou enfrentar situações difíceis. Não à toa, a palavra é parte essencial da associação Mulheres de Fibra, formada por dez artesãs que transformaram por completo o artesanato no assentamento Água Fria, na zona rural de Maragogi, a 120 km de Maceió, capital de Alagoas.

Criada por AmaraLúcia de Oliveira junto a nove artesãs, a associação completa 15 anos produzindo peças únicas, feitas à base da renda filé, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. Só que, no lugar de linhas coloridas de algodão, como é tradicionalmente feita no litoral Norte do Estado, em Maragogi, elas são produzidas com fibra natural extraída do tronco da bananeira. Trata-se de bordado totalmente inovador, até então nunca visto na região, feito sobre uma rede, onde são criados desenhos com linha e agulha. As roupas, colares, bolsas, esteiras e até luminárias transformam-se em grandes obras de arte, carregando consigo a história e a identidade de cada uma das artesãs.

A técnica desenvolvida pelas artesãs combina sustentabilidade, tradição e inovação social. Ao longo dos anos, a iniciativa permitiu que, além de autonomia financeira, o grupo fortalecesse a economia local, tornando-se exemplo de empreendedorismo feminino e criatividade nordestina. Projetos como o da Associação Mulheres de Fibra revelam o lado mais autêntico de Alagoas, onde o turismo consciente se conecta com histórias reais e o trabalho manual valoriza a identidade local.

O coletivo nasceu da união de mulheres que buscaram no artesanato alternativas para a subsistência e a independência financeira. Foi criado informalmente em 2009 e, dois anos depois, por meio de parcerias e com a Prefeitura Municipal de Maragogi, a Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados (Coopeagro) e o Sebrae, foi formalizada. Inicialmente aprendida com artesãs de comunidades vizinhas, a técnica foi sendo aprimorada com cursos de capacitação.

O delicado trabalho das artesãs do Mulheres de Fibra encantam moradores e turistas. No charmoso e novíssimo Sais Beach Living Hotel , em Maceió, as peças dão o toque de acolhimento com mimos exclusivos que traduzem a essência da região.

Os hóspedes se conectam genuinamente com a cultura local por meio de três tipos de mimos, que são entregues ainda no check-in, dependendo da categoria de cada quarto: Cestinha artesanal com pote de cocada de capim-limão com flor de sal (esta, uma produção autoral do chef Altemar Silva); mini cachepô artesanal com marcador de livro em fibra inspirado no ponto da renda filé; pote de cocada de capim-limão com flor de sal e Sais escalda-pés artesanais de bem-estar; e caixa de fibra de bananeira criada exclusivamente para os hóspedes do Sais com marcador de livro artesanal em ponto inspirado no filé; cocada de capim-limão; Sais escalda-pés artesanais; e a obra “Coral Sais”, feita em cerâmica pela artista plástica Fernanda Cedrim, da Nan Cerâmica, e inspirada na barreira de corais que banha toda Maceió.

Novíssimo empreendimento upscale na famosa Praia da Pajuçara, em Maceió (AL), o Sais Beach Living Hotel é sinônimo de conforto, sofisticação e luxo acessível. Inspirado no conceito wellness, oferece aos visitantes experiências autênticas. Do conceito arquitetônico ao design de interiores e a gastronomia, tudo é cuidadosamente pensado para que o hóspede sinta a magia de hospedar-se no hotel de maneira legítima. Além disso, o empreendimento faz questão de fomentar e valorizar a cultura alagoana. Por isso, até os mimos são originais.

 Com um gesto simples e acolhedor, o Sais Beach Living Hotel celebra tudo aquilo que fortalece a sua essência: arte, território, memória.

“Fico muito feliz de o Sais Beach ter nos escolhido. É uma oportunidade maravilhosa, que nos faz crescer e nos dá a chance de mostrar nossa arte para um público cada vez maior. Somos mulheres empoderadas, e a cada ano aperfeiçoamos ainda mais a produção. Eu, particularmente, gosto muito de artesanato e faço todas as peças com prazer. Não quero parar”, afirma AmaraLúcia de Oliveira.

Autora:

Ana Beatriz Marin

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