Ansiedade dispara entre mulheres no Brasil e Ana Lisboa afirma que a raiz pode estar em padrões herdados

Psicanalista lança ‘O direito de ser eu’ no shopping JK Iguatemi enquanto lidera manifesto internacional que reúne mulheres em diversas cidades para discutir saúde mental e violência psicológica

O Brasil registra a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, com cerca de 9,3% da população afetada, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde. Estudos da própria OMS indicam que mulheres apresentam prevalência significativamente maior de ansiedade e depressão em comparação aos homens. No país, a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE mostra que o diagnóstico de depressão é quase o dobro entre mulheres. Nesse cenário, a psicanalista e empresária Ana Lisboa lança, nesta sexta-feira, 06, às 19h, na Livraria da Vila do shopping JK Iguatemi, em São Paulo, o livro ‘O direito de ser eu – 12 leis para conquistar sua vida’.

O lançamento acontece na mesma semana em que Ana lidera o manifesto internacional Uma Nova Mulher, movimento que promove encontros simultâneos em diversas cidades para discutir identidade feminina, saúde mental e violência psicológica contra mulheres. A mobilização já reúne centenas de participantes confirmadas em cidades brasileiras e internacionais, incluindo Lisboa, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Brasília e Maringá.

Em Florianópolis, mais de 300 mulheres já participam do grupo do encontro e dezenas confirmaram presença. Porto Alegre reúne mais de 260 participantes na mobilização local. Em Lisboa, cerca de 80 mulheres acompanham a organização do evento. O movimento também cresce em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e Maringá.

Segundo Ana, a proposta do manifesto é abrir espaço para discutir uma forma de violência que muitas vezes permanece invisível. “A violência contra a mulher não começa com a agressão física. Na maioria das vezes ela começa muito antes, quando a identidade da mulher vai sendo lentamente desmontada. A agressão psicológica destrói autoestima, confunde percepção de realidade e faz muitas mulheres acreditarem que não têm força para sair daquela situação.”

A reflexão dialoga diretamente com o tema central do livro. Em ‘O direito de ser eu’, publicado pelo selo Gente Autoridade, Ana apresenta a Integração Sistêmica, abordagem que articula psicanálise, terapia sistêmica, neurociência e estudo do trauma para compreender como padrões familiares e culturais moldam a identidade feminina. “O que muitas mulheres chamam de ‘jeito de ser’ muitas vezes é adaptação. Elas aprenderam cedo quais comportamentos garantiam pertencimento e seguem repetindo essas estratégias, mesmo quando já não fazem sentido para a vida adulta.”

A visão sistêmica, base da abordagem, considera que o indivíduo não pode ser compreendido fora do contexto ao qual pertence. Dinâmicas familiares, lealdades invisíveis e experiências emocionais atravessam gerações e influenciam escolhas profissionais, relacionamentos e percepção de valor.

Ana exemplifica como esses padrões aparecem na prática. “Uma mulher pode ter reconhecimento profissional e ainda sentir culpa ao crescer mais do que o padrão financeiro da família. Pode desejar estabilidade afetiva e repetir relações instáveis porque foi assim que aprendeu a se vincular. Esses movimentos obedecem a uma lógica. Isso é sistema.”

O livro organiza 12 leis que conduzem a leitora por três movimentos estruturados: consciência do padrão, reorganização interna e escolha madura. Ao longo das páginas, Ana aborda temas como culpa pelo crescimento, medo de desagradar ao estabelecer limites e a tendência de reduzir o próprio brilho para preservar vínculos. “Muitas mulheres foram treinadas para preservar harmonia externa. Quando essa harmonia depende da própria anulação, surge uma tensão interna constante.”

A autora também analisa o impacto emocional do discurso contemporâneo sobre autonomia feminina. “A mulher aprendeu a ser independente, produtiva e resiliente. O próximo passo é integrar identidade e desempenho. Identidade é coerência entre o que eu sinto, penso e escolho.”

Fundadora do movimento Feminino Moderno e CEO do Grupo Altis, que atua na formação em saúde mental e liderança sistêmica em diversos países, Ana define o livro e o manifesto como parte do mesmo movimento de transformação. “Encerrar um padrão é interromper uma repetição que não precisa continuar em você. Voltar a morar em si é assumir autoria sobre a própria história.”

Serviço

Lançamento do livro ‘O direito de ser eu – 12 leis para conquistar sua vida’

Data: 06 de março

Horário: 19h

Local: Livraria da Vila – shopping JK Iguatemi

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – São Paulo

Autoria:

Bittenca.com

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