Nariz das celebridades X o nariz ideal para você: até onde a comparação faz sentido?

Cirurgiã plástica alerta para os riscos de buscar o “nariz perfeito” com base em famosas e reforça a importância de respeitar os limites anatômicos de cada rosto

Buscar o “nariz dos sonhos” inspirado em celebridades como Bruna Marquezine, Grazi Massafera ou Marina Ruy Barbosa virou uma tendência nas clínicas de cirurgia plástica, especialmente com o crescimento das redes sociais e dos filtros que moldam a percepção de beleza. Mas até onde essas comparações fazem sentido? Segundo a cirurgiã plástica Dra. Luciane Gemelli, especialista em cirurgias faciais, o desejo de ter um nariz parecido com o de uma famosa é compreensível, mas precisa ser equilibrado com uma análise estética e funcional do rosto de cada paciente.
Ela explica que um nariz bonito em uma celebridade pode não harmonizar com a estrutura facial de outra pessoa. “Cada rosto possui proporções únicas, além de características específicas como espessura da pele, formato ósseo e simetria facial. Por isso, a cópia direta de um modelo pode gerar frustração estética e, em alguns casos, até prejudicar a respiração. O mais importante é buscar o melhor nariz para aquele rosto, aquele que se integre de forma natural à face e passe despercebido por estar em equilíbrio.”, diz. 

Dra. Luciane reforça que o conceito atual da cirurgia do nariz é o de rinoplastia estética e funcional. O nariz não é apenas um elemento visual, ele é a porta de entrada do sistema respiratório. “Durante a avaliação pré-operatória, estruturas como o septo nasal, os cornetos e as válvulas nasais interna e externa são analisadas cuidadosamente. Quando necessário, a cirurgia pode incluir correções que melhoram a função respiratória, como o reposicionamento do septo, a redução dos cornetos inferiores ou a reconstrução das válvulas nasais. Isso garante que o resultado não só traga mais beleza, mas também proporcione uma respiração mais eficiente.”, afirma a médica. 

Ela explica ainda que muitas queixas estéticas estão associadas a desvios ou colapsos internos. O septo, por exemplo, quando desalinhado, pode obstruir o fluxo de ar e até desviar visualmente o nariz. Nas válvulas nasais, que regulam a passagem de ar, pequenas alterações estruturais podem causar sensação de nariz entupido. O tratamento cirúrgico preserva ou reconstrói essas áreas utilizando técnicas específicas como suturas estratégicas ou enxertos cartilaginosos, sempre com o cuidado de manter a sustentação e a função respiratória.

Os cornetos, por sua vez, são estruturas internas que ajudam a aquecer e umidificar o ar. Quando aumentados, situação comum em pessoas com desvio de septo, eles podem ser reduzidos durante a cirurgia, melhorando significativamente a passagem de ar. Assim, fica claro que, mesmo pacientes que buscam a rinoplastia por razões estéticas se beneficiam de uma abordagem funcional, que previne ou trata alterações respiratórias.
 
Por isso, “ao considerar uma rinoplastia, é fundamental entender que o resultado ideal não está em copiar padrões de beleza, mas sim em respeitar a anatomia, preservar a funcionalidade e buscar harmonia com os demais traços do rosto”., conclui. 
 
Dra. Luciane Gemelli @dralucianegemelli
Cirurgiã Plástica e Cosmiatra
Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Especialista em Cirurgia Plástica pelo MEC, pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
Pós-graduação em Cosmiatria, Laser e Procedimentos no Hospital Albert Einstein
Pós-graduação em Cirurgia Craniofacial na Beneficência Portuguesa de São Paulo

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