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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O Gato

O Gato, manso que só ele, aguarda debaixo da luz do sol. 

Pela luz da lua e a luz que virão das lâmpadas de fora de sua casa. 

E pelos bichinhos de luz que as lotam quando a noite chega. 

É sempre assim durante o calor.

Se ligam as luzes, eles vêm.

Nós sabemos, e o Gato sabe.

E o Gato espera. 

Quando a noite chega, vai até eles.

Como sempre, lá estão.

Batendo suas asas próximos à luz.

O Gato os encara sem pressa alguma.

Uma hora vão cair. 

E ele vai estar lá. 

Sempre esteve, sempre estará. 

Claro, pelo tempo que a Dona deixar.

Dona que nem sabe que ele saiu. 

Ele escolhe o que faz.

Ele faz o que escolhe. 

Come se quer, quando quer e o que quer. 

E ele só quer que caiam os cupins. 

O resto, o Gato vê depois. 

Depois que caírem os cupins.

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