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terça-feira, 2 de março de 2021

O “Day-After” O Dia Seguinte Às Eleições Na Prefeitura De São Paulo

Após ter sido o vereador mais votado em eleição anterior, o conselheiro, Antônio da Silva Prado, entrou para a História política da cidade de São Paulo, como o primeiro prefeito da capital. Isto, pelas mãos de uma eleição indireta em 1889. A primeira eleição direta viria apenas em 1907, quando foram realizadas as primeiras eleições diretas para a prefeitura de São Paulo.

Na cadeira do executivo paulistano passaram ilustres personalidades do cenário político nacional, como o ex – presidente, Jânio da Silva Quadros, conhecido por suas respostas inteligentes, como a famosa frase: “… Bebo porque é sólido, porque se fosse líquido come – lo-ía”, dono de uma requintada construção linguística, passando por políticos, como Paulo Salin Maluf, um engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, além de mulheres prefeitas, como Marta Suplicy e Luiza Erundina, isto; apenas para citar alguns.

Em todo transcorrer da História política ligada á prefeitura de São Paulo, quase todos que vieram a ocupar a cadeira do poder executivo municipal, todos ou quase todos, se viram envoltos por decisões, atos políticos e decretos municipais, importantes para a vida social, política e econômica da cidade, porém; poucas tomadas em meio à tamanha dificuldade social, e com resultados tão contrários e adversos ao momento social em que se criaram.

Passados um curto período após as eleições, tendo conquistado o pleito, e eleito prefeito da maior cidade da América Latina, um dos primeiros atos do executivo, foi sancionar a lei, dando aumento aos vencimentos do chefe do executivo municipal, como também; os secretários do executivo, que por via-de-regra, deveria primar em primeiro plano, os interesses da sociedade paulistana, ou seja; executar atos administrativos que venham ao encontro dos interesses da população.

No entanto, o que se seguiu após o pleito municipal e a posse, daquele que por ele foi designado prefeito, causou náuseas ao eleitor municipal, ou seja; com a aprovação do Projeto de Lei 173/18, os vencimentos do prefeito municipal passaram de 21,7 mil para 31,9 mil. Para não ficar só nessa, os secretários municipais tiveram alterados os seus vencimentos, de 19,3 mil para 30,1 mil, ou seja, 46% de aumento.

Para a maioria esmagadora dos trabalhadores, o que se vê e se viu, é um mísero “aumento”, insólito, insignificante e irrelevante. O “Day After” após as eleições para a prefeitura de São Paulo, além de representar um descalabro político, uma aberração administrativa e um insulto à inteligência da população de São Paulo, também traz o sentimento de frustração, um engodo eleitoral.

E para piorar, vindo ao encontro do ditado que diz: “desgraça pouca é bobagem”, seguindo a pauta dos atos insanos do executivo municipal, agora com o apoio do Governo Estadual, numa” dobradinha” causal, Dória e Covas, decretam o fim do bilhete único aos idosos até 65 anos. Crueldade esta, já valendo a partir do dia 1º de Fevereiro. 

Com isto, se a locomoção do idoso já é dificultada, pela própria dificuldade decorrente da idade, e desgaste do próprio tempo, por uma lei macabra, os dois mandatários do executivo Paulista, nega ás pessoas mais experientes, o direito de ir e vir. Pois, a maioria destes, “economiza no almoço” para ter o que comer na janta.

Diante disto, o melhor a fazer, é não dar a oportunidade de um novo mandato. É usar seu voto como uma “arma” de defesa, e aprender com as dificuldades. Isto é; “Maldito o homem que confia no homem”. O que nos reservará o “Day After”, o dia seguinte? Só Deus o sabe!

Telles dos Santos
O autor é Teólogo, Pós graduado em Teologia (PUC-PR). Formado em Pedagogia Universidade Nove de Julho, e Pós Graduado em Neuropsicopedagogia pela Faculdade São Luís e pós graduando em Ciências da Religião. (Faculdade Batista de Minas Gerais).

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