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terça-feira, 2 de março de 2021

Média de idade sofre queda nas principais ligas das Américas devido à Pandemia

De acordo com o estudo realizado pela CIES Football Observatory, a faixa etária de jogadores escalados nas principais ligas latino-americanas diminuiu em relação ao ano anterior. Além disso, notou-se maior utilização de jogadores oriundos da base. O estudo leva em consideração as ligas do Brasil, Argentina, México e Chile. 

A chegada do novo coronavírus e a manutenção da pandemia por um longo período de tempo deixaram feridas cujo processo de cicatrização ainda é desconhecido, pelo menos em parte. Com a crise global e a escassez de capital em circulação, os clubes de futebol sentiram-se lesados em relação a anos anteriores. Por isso, foram obrigados a buscar alternativas urgentes, visando a diminuição do prejuízo.

Um dos principais reflexos dessas medidas adotadas pelos clubes é o aumento da utilização dos jogadores formados nas categorias de base, o que, por consequência, levou a diminuição da média de idade dos principais campeonatos latino-americanos. O CIES Football revela que em três das quatro ligas analisadas, a idade média dos atletas caiu. Somente na Primeira Divisão Chilena a idade média permaneceu estável.

Média de idade

No México, a média de idade atingiu os 27,7 anos, -0,4 que a temporada anterior. Já no Brasil, a diminuição foi de -0,7%, com média registrada de 27,3 anos. O local onde mais se escalou jovens jogadores foi na Argentina. Os clubes argentinos totalizaram uma média de 27,0 anos, -0,5 que no ano anterior. 

O clube com a idade média mais baixa é o Lanús, da Argentina, com 24,4 anos, Um clube chileno aparece somente na terceira posição: o Huachipato, com 25,1 anos. Já o mexicano melhor posicionado é o Tijuana, em 7º, com média de 25,5 anos, e finalmente os brasileiros Atlético Goianiense, com 25,6 anos, e o Santos, com 25,7 anos, representam o brasil na lista, ostentado a 8º e 9º colocação, respectivamente. 

Jogadores formados nas categorias de base

A porcentagem de jogadores promovidos da base ao profissional cresceu em todos os países analisados. A pesquisa refere-se exatamente aos jogadores que jogaram, pelo menos, três temporadas entre 15 e 21 anos no clube formador. Devido à fragilidade de sua moeda, os clubes argentinos pouco são percebidos no mercado quando falamos de transações inflacionadas. A pandemia agravou a situação, e a alternativa mais pertinente foi a utilização de suas academias. 

Nossos hermanos foram os responsáveis por registrar o maior aumento de utilização de jogadores provenientes das categorias de base: 11,6% a mais em relação à temporada anterior. Vale registrar que a Argentina já era o país onde mais se utilizava as jovens promessas. Em segundo lugar, a liga brasileira registra 3,8% a mais que o ano anterior, seguido pela chilena, com aumento de 1,1% . A liga mexicana foi a última colocada com alta de apenas 0,2%. O Banfield foi o clube que por mais minutos atuou com jogadores da base, somou 76,1% do tempo. Já o brasileiro com mais tempo foi o Vasco da Gama, com 37,5%.

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Boca Juniors e Lanús, da Argentina, e Santos, do Brasil, são os clubes que mais têm jogadores revelados por suas bases nas ligas analisadas. O clube de La Boca possui um total de 48 jogadores, desses, somente 7 permanecem no time. Já o time alvinegro foi responsável por revelar 38 jogadores, seguido pelo Lanús, com o mesmo atletas formados.

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