A importância da liderança feminina no mercado imigratório americano 

Leda Almeida, CEO da AG Immigration, é exemplo de como a presença feminina no topo das empresas impulsiona resultados e quebra barreiras em setores historicamente dominados por homens

Segundo o relatório Panorama Mulheres 2025, do Instituto Talenses Group em parceria com o Núcleo de Estudos de Gênero do Insper, 17,4% das chefias de empresas brasileiras são ocupadas por mulheres. Algumas executivas estão reescrevendo essa estatística — e fazendo isso em território internacional. Esse é o caso da Leda Almeida, CEO da AG Immigration, um dos principais escritórios de advocacia imigratória dos Estados Unidos, com sede em Washington, D.C.

À frente de uma empresa que já auxiliou cidadãos de 32 países a conquistarem o green card americano e que registrou crescimento consistente nos últimos anos, Leda representa uma geração de líderes que não apenas ocupam cadeiras no topo, mas transformam setores inteiros — com resultados concretos como base.

“Liderar exige competência e coragem em igual medida. Não basta saber fazer — é preciso ocupar o espaço, ter a conversa difícil, tomar a decisão. É isso que eu procuro transmitir para as pessoas que chegam até nós em busca de uma nova vida nos EUA”, afirma Leda Almeida.

Liderança feminina: mais do que representatividade, uma decisão de negócios

A trajetória de Leda acontece em um cenário de avanços — mas também de desafios persistentes. Pesquisa da Diversitera, que analisou dados de mais de 90 mil respondentes em 70 empresas entre 2022 e 2025, revela que apenas 35% dos cargos de alta liderança são ocupados por mulheres, enquanto elas representam 70% das funções operacionais. A disparidade salarial também persiste: mulheres ganham, em média, 21% menos do que homens no mesmo cargo. 

Por outro lado, investir em liderança feminina é também uma decisão estratégica. Uma pesquisa da Bain & Company aponta que o número de mulheres em cargos de CEO no Brasil dobrou em 2025, passando de 3% para 6%.

A trajetória profissional da CEO da AG Immigration

Com formação em Administração de Empresas, Contabilidade e um curso de Legal Administration nos Estados Unidos, Leda acumula mais de uma década de experiência em gestão em grandes corporações brasileiras — como SulAmerica, Eletropaulo e Brasilprev. Em 2010, iniciou sua trajetória empreendedora no Brasil e, em 2014, se transferiu para os EUA, onde aprofundou seu conhecimento em processos contábeis e tributários voltados ao mercado americano.

Em 2019, fundou a AG Immigration e, como CFO, contribuiu diretamente para transformá-la em um dos escritórios imigratórios mais reconhecidos do país. Agora, como CEO, une esse histórico financeiro à visão estratégica para liderar a empresa em uma nova fase.

“Fico muito feliz em assumir o desafio de liderar a AG nesta nova fase da empresa e em um momento em que o mercado imigratório cresce de forma positiva. Sei da capacidade que a empresa possui e tenho certeza de que continuaremos a ser referência no setor, ajudando pessoas do mundo todo a migrar com segurança e assessorando empresas americanas a contratarem talentos internacionais”, afirma a CEO da AG Immigration.

Sobre o mercado imigratório

O mercado imigratório norte-americano é bilionário e em expansão. Segundo a IbisWorld, o setor cresceu em média 3,3% ao ano nos últimos cinco anos e deve alcançar US$ 9,9 bilhões em 2025 — mas, apesar do volume, poucas empresas conseguem se destacar entre as mais de 17,5 mil em atividade no país.

Os números de brasileiros nos EUA explicam a oportunidade: em 2023, 28.050 obtiveram o green card, o maior volume da história, e o Ministério das Relações Exteriores estima mais de 2 milhões de cidadãos brasileiros vivendo no país.

“A imigração não é apenas um serviço jurídico. É uma decisão de vida. E quando ajudamos alguém a construir uma nova história nos EUA, estamos participando de algo muito maior do que um processo burocrático. Isso é o que nos move”, conclui.

Olhar para o futuro

O Brasil encerrou 2024 com 10,35 milhões de mulheres donas de negócios, equivalente a cerca de 34% dos empreendedores do país, segundo o Sebrae. Para Leda, esses números são fonte diária de inspiração.

“Quando uma liderança entrega resultados concretos, ela demonstra o que é possível. Esse é o padrão que me interessa estabelecer”, conclui a executiva. 

Autora:

Letícia Victoria da Silva Pereira

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