Felipe Antunes lança álbum Dança do Universo e transforma cidade, corpo e afeto em experiência sensorial

Novo trabalho amplia trajetória do artista ao conectar música e poesia 

O cantor e compositor Felipe Antunes apresenta o álbum Dança do Universo, novo trabalho que consolida sua trajetória autoral ao propor uma experiência sensorial sobre conexão, tempo e coletividade. Mais do que uma sequência de canções, o álbum funciona como um percurso narrativo que investiga as relações humanas a partir do encontro entre corpo e cidade. 

Ouça Dança do Universo: https://onerpm.link/felipedancadouniverso 

“‘Dança do Universo’ nasce do desejo de transformar vivências em canção e comunicação. O disco parte de afetos, encontros e atravessamentos do cotidiano, em diálogo com a MPB e o samba, para falar de coletividade, tempo e resistência. Mais do que propor distanciamento, é um convite à identificação e à escuta compartilhada”, conta o artista.

Em Dança do Universo, Felipe desloca o olhar de experiências íntimas para um campo mais amplo, onde trajetórias individuais passam a compor uma coreografia coletiva, construída a partir de afetos, deslocamentos e encontros cotidianos guiados por canções como a faixa-título, “Pode Apostar” e a faixa-foco “Quem Tem Vida”.

“Quem Tem Vida’ é sobre liberdade. Mas mais que liberdade, fala de oportunidade de vida, de viver, de deixar viver quem é de vida. Do limite da tolerância esbarrar no intolerante. De não culpar a morte, porque a culpa é de quem cria morte. É uma homenagem-protesto. Protesto pela vida. Homenagem à quem cuida da vida”, conta Antunes

O álbum se constrói como uma travessia sensorial e política, em que cada faixa amplia as reflexões sobre tempo, coletividade e existência. A abertura com “Retalhos” apresenta a metáfora central da obra ao relacionar as fases da lua às oscilações emocionais e à vida nas grandes cidades, enquanto “Pode Apostar” desloca a ideia de fim para um campo de recomeço, propondo novas formas de convivência baseadas na liberdade. Na sequência, a faixa-título “Dança do Universo” mergulha em uma experiência contemplativa e quase cósmica, expandindo a percepção do indivíduo dentro de uma coreografia maior, ao passo que “São” resgata o sentido coletivo em contraponto à individualização contemporânea.

Assista ao visualizer “Dança do Universo”: https://youtu.be/wEb4rNh8y5o

Assista ao clipe “Pode Apostar”: https://youtu.be/KbHfRawEA1o 

Essa dimensão filosófica se aprofunda em “O Tempo Uma Espiral”, que propõe uma leitura não linear do tempo, onde passado, presente e futuro coexistem numa citação à expressão “tempo espiralar”, popularizado pela pesquisadora Leda Maria Martins. Já em “Todo Corpo Vivo”, que explicita desigualdades estruturais ao tensionar a ideia de sorte e destino. Na parte final do disco, as narrativas ganham contornos mais íntimos e afetivos. “Eu Me Vingo da Tristeza” parte de um encontro com o poeta Oswaldo de Camargo para transformar sua obra em um samba que exalta a alegria como resistência, enquanto “Di Dia Ó Di Noti / De Dia, De Noite” conecta Brasil e Guiné-Bissau em uma canção de amor onde as línguas, atravessadas por histórias de opressão, se reencontram através da cultura e da poesia. Encerrando o percurso, “Mente” retoma o tema do tempo e da existência sob uma perspectiva mais introspectiva, abordando dúvidas, dores e processos de cura.

O lançamento marca mais um capítulo na trajetória multifacetada de Felipe Antunes, artista que construiu sua carreira transitando entre música, literatura e artes cênicas. Recentemente, o artista fez a direção musical da peça “Lia Lia” , que acabou de estrear nos palcos com Bete Coelho e Camila Pitanga sobre uma dramaturgia de Caetano W. Galindo e direção de Gabriel Fernandes com Bete Coelho.

Antes da carreira solo, Antunes ganhou projeção como integrante da Vitrola Sintética, grupo com o qual foi indicado três vezes ao Latin Grammy Awards. Paralelamente, desenvolveu uma trajetória consistente como compositor de trilhas para teatro e projetos interdisciplinares, aproximando música, dramaturgia e performance.

Entre essas experiências está o projeto Visão Noturna, realizado ao lado do multiartista angolano Nástio Mosquito, trabalho que evidencia a vocação do artista para dialogar com diferentes linguagens artísticas e explorar novas formas de criação.

Essa mesma inquietação criativa aparece em sua discografia solo. No álbum anterior, Embarcação, Felipe utilizava o mar como metáfora para falar das forças que tentam nos afundar e dos movimentos que nos mantêm à tona. Já em Dança do Universo, o olhar se desloca para o espaço urbano e para os encontros que moldam nossa coletividade. O novo álbum propõe uma espécie de viagem sensorial sobre conexão e coletividade, em que corpo, cidade e movimento tornam-se elementos centrais da narrativa musical. 

Realizado com apoio do ProAC/PNAB, o álbum está disponível nas plataformas digitais.

Turnê de lançamento em São Paulo:

A turnê de lançamento de Dança do Universo promove uma série de apresentações gratuitas em diferentes regiões de São Paulo ao longo do mês de maio, com shows realizados em unidades das Fábricas de Cultura e no Teatro Carlos Gomes, em Bragança Paulista. As apresentações serão seguidas por bate-papos com o público, ampliando a proposta do projeto de estabelecer conexões diretas entre artista e plateia. A circulação se estrutura a partir de um recorte afetivo e territorial, atravessando locais importantes na trajetória do artista e transformando cada apresentação em um espaço de encontro, escuta e troca.

Ao longo da turnê, cada show incorpora participações especiais que expandem a experiência ao vivo e reforçam o caráter coletivo do projeto. A abertura acontece em São Bernardo do Campo com Jéssica Areias e show de abertura de Pedro Finco; na sequência, a apresentação na Vila Curuçá recebe Raquel Tobias; no Itaim Paulista, o convidado especial é o rapper Xis; e o encerramento, em Bragança Paulista, reúne Raquel Tobias e Rafael Schimidt. As colaborações trazem diferentes vozes e trajetórias para o palco, criando novas camadas a cada apresentação.

SÃO BERNARDO DO CAMPO

(participação de Jéssica Areias e abertura de Pedro Finco)

03/05

14h30

VILA CURUÇÁ

(participação de Raquel Tobias)

06/05

14h30

ITAIM PAULISTA

(participação de Xis)

08/05

14h30

BRAGANÇA PAULISTA

(participação de Rafael Schimidt e Helio Flanders)

09/05

20h

Ficha Técnica:

Felipe Antunes – voz

Composições

Retalhos (Fabio Sá / Felipe Antunes / Salloma Salomão)

Pode Apostar (Felipe Antunes)

Dança do Universo (Fabio Sá / Felipe Antunes / Salloma Salomão)

São (Allan Abbadia / Felipe Antunes)

O Tempo uma Espiral (Felipe Antunes / Rafael Schimidt)

Todo Corpo Vivo (Fabio Sá / Felipe Antunes / Salloma Salomão)

Quem tem Vida (Allan Abbadia / Felipe Antunes)

Eu me Vingo da Tristeza (Allan Abbadia / Felipe Antunes / Oswaldo de Camargo)

Di dia ó di noti / De dia, de noite (Ernesto Dabo)

Mente (Felipe Antunes)

Participações especiais 

Salloma Salomão (em “Retalhos”)

Raquel Tobias (em “Eu me vingo da tristeza”)

Ernesto Dabo (em “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Jéssica Areias (em “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Allan Abbadia – trombone (em “Retalhos”, “Pode apostar”, “Eu me vingo da tristeza”, “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Larissa Oliveira – flugelhorn (em “Retalhos”, “São”, “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Laura Santos – clarinete (em “Retalhos”, “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Leandro Tigrão – flauta (em “Retalhos”, “São”, “Quem tem vida”, “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Vini Sampaio – violão e/ou cavaco (em “Retalhos”, “Pode apostar”, “Dança do universo”, “São”, “Quem tem vida”, “Eu me vingo da tristeza”)

Rovilson Pascoal – violão (em “Mente”)

Rafael Schimidt – violão (em “O tempo uma espiral”)

Maurício Pazz – bandolim (em “O tempo uma espiral”)

Renatinho do Violino – violinos (em “São”, “Mente”)

Keder Cândido – viola (em “São”, “Mente”)

Diego Mesquita – violoncelo (em “Dança do universo”, “São”, “Mente”)

Fabio Sá – baixo elétrico e/ou acústico (em “Retalhos”, “Pode apostar”, “Dança do universo”, “São”, “Quem tem vida”, “Eu me vingo da tristeza”, “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Chicão – piano (em “Dança do universo”, “Mente”)

Vitor Cabral – Bateria (em “Retalhos”, “Dança do universo”, “São”, “Quem tem vida”, “Eu me vingo da tristeza”, “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Cauê Silva – Percussão (em “Retalhos”, “Pode apostar”, “São”, “Todo corpo vivo”, “Quem tem vida”, “Eu me vingo da tristeza”)

Estela Paixão – vocais (em “Retalhos”, “São”, “Todo corpo vivo”, “Quem tem vida”, “Eu me vingo da tristeza”)

Eloiza Paixão – vocais (em “Retalhos”, “São”, “Todo corpo vivo”, “Quem tem vida”, “Eu me vingo da tristeza”)

Arranjos: Allan Abbadia (em todas as faixas) junto com Fabio Sá (em “Dança do universo”) e Rafael Schimidt (em “O tempo uma espiral”)

Direção vocal: Estela Paixão

Produção musical: Allan Abbadia e Fabio Sá

Gravação: Estúdios Submarino Fantástico, Space Blues e Parede Meia; gravação adicional por Luca Fasano (em “Di dia ó di noti / De dia, de noite”)

Engenheiros de gravação: Alexandre Fontanetti, Otavio Carvalho e Rovilson Pascoal

Técnicos de gravação: Pedro Luz, Cauê Gás e Rafael Vecchione

Edição: Fabio Sá

Mixagem: Gustavo Lenza (em todas as faixas, exceto “Quem tem vida”) e Ricardo Mosca (em “Quem tem vida”)

Masterização: Felipe Tichauer

Siga Felipe Antunes:

https://www.felipeantunes.com

https://www.instagram.com/antunesfe

Autor:

Daniel Pandeló Corrêa

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