O avanço da digitalização no agronegócio brasileiro está transformando o acesso ao crédito rural. Com o setor representando cerca de 6,9% do PIB, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a demanda por soluções mais ágeis, seguras e acessíveis cresce em ritmo acelerado.
Nesse cenário, a biometria desponta como uma das principais aliadas. Estimativas da JPMorgan Chase indicam que a tecnologia pode reduzir em até 30% os custos operacionais do crédito agrícola, ao substituir processos manuais por validações digitais. Além de cortar custos, a biometria também amplia o acesso. Em regiões como o Centro-Oeste e o Norte do país, produtores rurais ainda percorrem entre 150 e 300 quilômetros para formalizar contratos. Com a validação remota, esse deslocamento pode ser eliminado, gerando economia entre R$ 500 e R$ 2.000 por operação.
Soluções como as da Identy.io vêm ganhando espaço ao permitir a verificação de identidade diretamente pelo celular, com autenticação segura e sem a necessidade de presença física — um avanço relevante para regiões com menor acesso a serviços financeiros. Para Jesús Aragón, executivo da empresa, o avanço do crédito rural digital depende da confiança no sistema. “Garantir que os recursos cheguem, de fato, aos produtores que precisam — especialmente em regiões remotas — torna essencial o uso de soluções seguras de verificação de identidade”, afirma.
A exigência de novas regras ambientais também amplia a importância da tecnologia. A partir de 2026, bancos passam a cruzar dados de satélite sobre desmatamento antes de conceder crédito rural, tornando fundamental a garantia de que o responsável pelas declarações seja, de fato, o solicitante.
Combinando eficiência, segurança e inclusão, a biometria se consolida como peça-chave na modernização do crédito rural no Brasil.
Autora:
Lygia Marassi


