Tecnologia brasileira usa a respiração para investigar problemas intestinais 

A medição de gases como hidrogênio, metano e sulfeto de hidrogênio ajuda médicos a identificar intolerâncias alimentares e distúrbios gastrointestinais que não aparecem em exames tradicionais como a colonoscopia 

Médicos em todo o Brasil têm adotado uma tecnologia desenvolvida nacionalmente para investigar problemas intestinais de forma simples e não invasiva. O HealthGo Air, dispositivo idealizado e fabricado pela healthtech brasileira HealthGo, analisa a respiração do paciente para detectar alterações no funcionamento do intestino. 

Regularizado pela Anvisa e em conformidade com o Inmetro, o equipamento é composto por um bocal descartável e um sistema automatizado de leitura de gases. Ele mede as concentrações de hidrogênio (H₂) e metano (CH₄) – gases produzidos naturalmente pela microbiota intestinal durante a digestão – permitindo o diagnóstico de condições como: 

  • SIBO (supercrescimento bacteriano do intestino delgado): crescimento excessivo de bactérias que pode causar dor abdominal, diarreia, constipação e má absorção de nutrientes. 
  • IMO (supercrescimento de microrganismos metanogênicos): aumento de bactérias produtoras de metano, associadas à constipação e ao trânsito intestinal lento. 
  • Intolerâncias alimentares: o exame também é indicado para identificar reações à lactose, frutose, frutano, sacarose, sorbitol, xilitol e D-xilose. 

“Durante a digestão, parte dos gases produzidos pelas bactérias intestinais é eliminada pela respiração. O teste respiratório monitora essas variações ao longo do tempo, permitindo identificar padrões de fermentação e alterações metabólicas”, explica o engenheiro e mestre Raphael Matsunaga, fundador da HealthGo e idealizador do HealthGo Air. 

Nova geração: mais precisão com o H₂S 

A nova versão do equipamento, o HealthGo Air 2 Plus, amplia o potencial diagnóstico ao incluir a medição do sulfeto de hidrogênio (H₂S) – gás associado a sintomas gastrointestinais persistentes, como distensão abdominal, diarreia e dor, mesmo quando os exames tradicionais apresentam resultados normais. 

Exame sem dor e sem sedação 

O teste respiratório é simples, indolor e não requer sedação. O paciente sopra em um bocal em intervalos regulares, e o software do equipamento analisa automaticamente os dados coletados. “Diferente da colonoscopia, o teste é funcional, sem instrumentos invasivos e pode complementar a investigação médica”, conclui Matsunaga. 

Autora:

Claudia

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