Dia do Consumidor: Open Finance leva portabilidade de crédito ao ambiente digital e amplia poder de escolha

Celebrado em 15 de março, o Dia do Consumidor chega em 2026 com uma novidade concreta para quem tem empréstimos e busca melhores condições: a portabilidade de crédito digital via Open Finance, que entrou em operação em fevereiro, permite migrar contratos entre bancos pelo celular, em até três dias úteis, sem precisar ir a uma agência. A medida, regulamentada pelo Banco Central por meio da Resolução Conjunta nº 15/2025, transforma um processo historicamente burocrático em uma experiência rápida e totalmente digital, e promete aumentar a concorrência entre bancos e fintechs em benefício direto do consumidor.

Atualmente, transferir um empréstimo de um banco para outro é um processo manual que exige deslocamento até agências, apresentação de documentos e espera de dias pela resposta. Com o Open Finance, esse processo será substituído por APIs padronizadas que conectam as instituições de forma automática e segura, permitindo que o consumidor migre seus contratos pelo celular, sem contato presencial.

“A portabilidade via Open Finance representa uma revolução na autonomia financeira do brasileiro. Estamos eliminando as barreiras que historicamente favoreceram apenas o banco original e devolvendo ao consumidor o poder real de escolha. Quando o cliente pode comparar ofertas e migrar seu crédito em poucos cliques, toda a dinâmica do mercado muda”, afirma o CEO da Lina Open X, Alan Mareines. 

Open Finance no Brasil atinge 143 milhões de consentimentos ativos

O Brasil já se consolidou como a principal potência mundial do Open Finance. Dados do dashboard do Open Finance Brasil indicam que o sistema acumulava, em novembro de 2025, cerca de 143 milhões de consentimentos ativos para compartilhamento de dados entre instituições participantes.  

Além disso, o crédito originado via Open Finance alcançou R$ 31 bilhões totais em setembro de 2025, sendo R$ 12 bilhões no primeiro semestre de 2025. Diante desse cenário promissor, a entrada da portabilidade de crédito via Open Finance tende a aprofundar os efeitos do ecossistema no dia a dia do consumidor. “Na prática, o novo modelo reduz o custo e a complexidade de trocar de instituição financeira, permitindo que o cliente busque taxas menores, prazos mais adequados e condições alinhadas ao seu perfil sem precisar renegociar do zero ou enfrentar processos presenciais”, explica Alan.

Para o consumidor, o principal benefício está na ampliação do poder de barganha. “Ao autorizar o compartilhamento de dados, o histórico financeiro passa a ser utilizado como ativo competitivo, permitindo ofertas mais personalizadas e diminuindo a dependência do relacionamento exclusivo com o banco de origem. Já para as instituições financeiras e fintechs, a portabilidade digital cria oportunidades de ampliar a base de clientes com menor custo de aquisição, além de estimular ganhos de eficiência operacional”, completa Mareines

Segundo o Banco Central, a nova portabilidade digital deve ampliar o alcance do Open Finance e aprofundar a integração entre instituições financeiras, eliminando assimetrias de informação e barreiras operacionais que historicamente reduziram a mobilidade no mercado de crédito.

Com a troca padronizada de informações, bancos e fintechs passam a disputar o mesmo cliente com acesso equivalente aos dados autorizados, reduzindo a vantagem competitiva do banco original e pressionando o mercado por taxas mais atrativas. A expectativa é que esse ambiente aumente a concorrência e gere impactos diretos na economia real, especialmente em linhas de crédito pessoal e consignado.

“Quando falamos em portabilidade de crédito, estamos falando de dinheiro real na conta do brasileiro. A diferença entre uma taxa de 3% e 5% ao mês em um empréstimo de R$ 10 mil pode significar economia de centenas de reais ao longo do contrato. Com o processo digitalizado, essa comparação passa a ser simples e acessível”, afirma o CEO. 

Como e quando acontecerá a implementação dessa ferramenta?

A portabilidade digital será implementada de forma gradual pelo Banco Central:

  • Fevereiro de 2026: lançamento para crédito pessoal sem garantia ao público em geral
  • Agosto de 2026: início dos testes de portabilidade para crédito consignado do setor público federal
  • Novembro de 2026: lançamento ao público da portabilidade de crédito consignado
  • Etapas posteriores: inclusão de outras modalidades de empréstimo 

Por que os brasileiros ainda não se adaptaram ao Open Finance como ao PIX? 

Apesar dos avanços regulatórios e tecnológicos, a adoção do Open Finance ainda enfrenta desafios. A pesquisa “Do PIX ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro”, conduzido pela Lina Open X por meio da plataforma de consumer insights da MindMiners, com 1.000 respondentes brasileiros, mostra que, embora 76,8% dos brasileiros afirmem conhecer o Open Finance, apenas 37,1% autorizaram o compartilhamento de seus dados financeiros.

Ao mesmo tempo, o potencial de adesão é elevado: 75,2% dos entrevistados afirmaram que conectariam diferentes bancos e instituições em um único aplicativo via Open Finance, sendo 36,9% com resposta afirmativa e 48,9% de forma condicional, indicando que questões relacionadas à segurança ainda funcionam como principal barreira.

O levantamento, também indica que 73,5% dos brasileiros utilizam o Pix como principal meio de pagamento ou com alta frequência e  76,6% reduziram total ou parcialmente o uso de cartão físico após a adoção do Pix. Ademais, 49,8% dos respondentes destacam a rapidez como o maior benefício dessas soluções, indicando que a experiência fluida e imediata foi determinante para a adoção do Pix. No caso do Open Finance, porém, o desafio é maior: trata-se não apenas de autorizar pagamentos, mas de compartilhar informações sensíveis e de longo prazo. Esse contraste ajuda a explicar por que, apesar do alto nível de conhecimento, a adesão ao Open Finance ainda avança de forma mais cautelosa.

“Os dados mostram que o brasileiro aderiu rapidamente ao Pix pela conveniência, mas ainda demonstra cautela quando o assunto é o compartilhamento de informações financeiras mais amplas. Para que a portabilidade de crédito via Open Finance ganhe escala, será fundamental investir em educação financeira e comunicação clara sobre os mecanismos de segurança”, finaliza Alan Mareines.

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