1º BATALHÃO DA PMMG

Primeiro Corpo da Polícia Militar de Minas Gerais foi criado com a denominação de “Primeiro Corpo da Militar da Província de Minas Gerais”. Esta unidade foi estabelecida para suprir a necessidade de segurança pública e representa o início da força policial na nova Capital, Belo Horizonte. O batalhão, que teve seu quartel inaugurado em 1899, é considerado o mais antigo edifício público construído especificamente para a polícia e confunde-se com a própria história da cidade.

O Primeiro Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (1º BPM) foi criado em 6 de maio de 1890, por meio do Decreto s/nº, assinado pelo Governador João Pinheiro da Silva, para atender à necessidade de segurança pública do estado, comandada pelo Tenente Coronel José Victoriano de Oliveira Moura.

A criação do Primeiro Corpo da Polícia Militar deveu-se a necessidade de atender às demandas por segurança pública do estado, e foi parte da reestruturação ocorrida na então chamada Força Policial de Minas Gerais.

Posteriormente foi denominado Primeiro Batalhão de Infantaria, Primeiro Batalhão de Caçadores Mineiros, Batalhão de Guardas e, a partir de 1969, Primeiro Batalhão de Polícia Militar, Unidade vanguardista no policiamento ostensivo na via pública, abraçando na ocasião, toda a extensão da Capital em termos de responsabilidade territorial e patrulhamento.

A construção do majestoso quartel onde hoje está instalado o 1º BPM foi iniciada em março de 1987, na Praça de Belo Horizonte, hoje Praça Marechal Floriano Peixoto. Sua criação foi parte da reestruturação da Força Policial de Minas Gerais e o quartel, inaugurado em 1899, foi o primeiro prédio público construído na nova capital, Belo Horizonte, sendo um marco histórico para o estado e a corporação.

A imponência e a solidez do prédio do Primeiro Batalhão de Policia Militar, com o traçado arquitetônico consoante a seu uso e função social, são valorizadas e ao mesmo tempo pela beleza de uma área de lazer fronteiriça, conferida pela Praça Marechal Floriano Peixoto. A construção foi feita como uma fortaleza capaz de resguardar a tropa com locais estratégicos para a defesa e também para a resposta ao inimigo, como as inúmeras claraboias dispostas em toda a sua extensão e de onde os soldados poderiam acionar as metralhadoras. A parede da fachada foi erguida num maciço de 1.10 metros de espessura, enquanto as outras possuem 70 cm.

O objetivo era o de resistir aos ataques, até mesmo de disparos de canhão. O ex-Governador do Estado, Tancredo Neves, assinou o documento de tombamento do conjunto arquitetônico formado pela Praça Floriano Peixoto e pelo prédio do Quartel do 1º Batalhão, em agosto de 1984, antes de deixar o governo para se candidatar à presidência da República. Analisando a trajetória da Unidade, podemos concluir que o espírito do Batalhão, fortalecido pela influência e marcas deixadas pelo que aqui passaram, continua mantido pelos que aqui servem. Durante seu mais de um século de existência, muitas foram as provações e necessidades vividas pelo Batalhão, que teve que se adequar aos novos tempos, aliando sua tradicional doutrina aos novos recursos tecnológicos disponíveis.

O tradicional e o moderno aliados de forma harmônica fazem com que o secular “BG” jamais perca sua identidade e continue sendo um símbolo para toda sociedade Belo Horizontina, confundindo-se com a própria história da cidade.

Criação e Fundação

Data: 6 de maio de 1890. Pelo Decreto do Governador João Pinheiro da Silva. Para garantir a segurança pública no estado de Minas Gerais, em um período de reestruturação da Força Policial mineira.

O Quartel e a Nova Capital

O majestoso quartel do 1º BPM foi inaugurado em 12 de maio de 1899. Ele representa o primeiro estabelecimento público da nova capital mineira, a cidade de Belo Horizonte, e é o prédio mais antigo da cidade construído para abrigar um Batalhão da Polícia Militar.

A construção do quartel na Praça Marechal Floriano Peixoto é um símbolo da solidez e da imponência do 1º BPM.

O secular “BG” (Batalhão Geral), como é conhecido, une tradição e modernidade, sendo um símbolo para a sociedade belo-horizontina e se fundindo com a própria história da cidade.

O 1º Batalhão é uma referência de policiamento em Belo Horizonte, mantendo os valores e a honra da Corporação.

MEDALHA “CORONEL OTÁVIO CAMPOS DO AMARAL

125 ANOS DO PRIMEIRO BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

A Medalha “Coronel Otávio Campos do Amaral” foi instituída em decorrência das comemorações do Centenário de aniversário do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, outorgada a partir do jubileu de 125 anos de criação da Unidade neste ano de 2015.

Destina-se a condecorar instituições e personalidades civis e militares que tenham contribuído de maneira ímpar para o engrandecimento da Unidade ou que se destacaram, pelo espírito inovador e empreendedor com que participaram na defesa da ordem pública e da lei na Capital do Estado, elevando a PMMG e repercutindo valores morais, ético-militares e o vigor operacional da Unidade e da Corporação.

A Polícia Militar de Minas Gerais ao distinguir o Coronel PM Otávio Campos do Amaral como patrono da comenda presta-lhe uma justa homenagem pela sua carreira policial militar exemplar e pela inestimável e histórica contribuição para valorização dos policiais militares mineiros.

O Coronel Otávio Campos do Amaral assentou Praça em 1902 no 1º BPM, vindo a comandar a Unidade na segunda metade da década de 20 do século passado.

Destacou-se quando em diligência contra Antônio Dó, célebre bandoleiro que aterrorizava cidades e vilas das margens do rio São Francisco. No ano de 1924, como Capitão, em vista de sua bravura e capacidade de comando, foi comissionado ao posto de Major, com a finalidade de comandar um Batalhão contra a “Coluna Prestes”. Foi o único oficial da PMMG comissionado ao posto de Major pelo Exército Brasileiro. Nas lutas contra a “Coluna Prestes”, sua ação foi decisiva no comando de um contingente da Força Pública que lutou no combate de Três Lagoas, daí se deslocando para a localidade de Posto Japonês, onde fez o primeiro contato com o inimigo, sustentando o fogo até a chegada de tropas do 12º RI.

Em 1930, com sua tropa, penetrou no Espírito Santo, pelo Baixo Guandu, ocupando em seguida Vitória, quando então designou uma Junta Governativa para compor o governo estadual até que o Comando Revolucionário de Getúlio Vargas tomasse a decisão final. Após, deslocou suas tropas para o sul da Bahia e norte do estado do Rio de Janeiro, expulsando tropas regulares do Triângulo Mineiro.

Durante a Revolução de 1932 comandou a Brigada Sul, composta pelo 5º Batalhão e por vários batalhões provisórios (Corpo de Voluntários), sendo um deles o 17º de Voluntários da Pátria.

Eleito Deputado Federal, foi redator da emenda que acrescentou ao artigo 167 da Constituição de 1934, texto que destacou o papel das Forças Policiais Estaduais como “reservas do Exército e gozando das mesmas vantagens a este atribuídas”. Recebeu copiosa correspondência de todos os Estados da Federação, investindo-o na qualidade de representante das Forças Policiais Brasileiras. Foi ainda comandante e instrutor do “Corpo Escola”, atual Escola de Formação de Oficiais e fundador da União dos Reformados da Polícia Militar de Minas Gerais (Primeiro Presidente) hoje União do Pessoal da Polícia Militar.

JUBILEU DE 136 ANOS

PRIMEIRO BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

Neste ano de 2026 o Primeiro Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais completa 136 anos de existência.

A criação do Primeiro Corpo da Polícia Militar, em 06 de maio de 1890, objetivou atender diversas demandas por Segurança Pública e Defesa Territorial do Estado, principalmente em decorrência da nova estrutura política brasileira determinada pela Proclamação da República, com o fim da monarquia, e instabilidades políticas e sociais daquele período, o que se estendeu pelas décadas seguintes.

O Primeiro Batalhão, edificado em um majestoso quartel em 07 de março de 1897 (inaugurado em 12 de maio de 1899), constituiu-se no primeiro estabelecimento público da nova Capital do Estado (a primeira capital planejada do país) e no prédio mais antigo de Minas Gerais construído especificamente para abrigar um Batalhão da Polícia Militar. A história da Unidade e do Quartel do Primeiro Batalhão confundem-se com a história de Belo Horizonte e de Minas Gerais, representando o início de uma nova fase da história republicana do Estado, do Brasil, e da Polícia Militar de Minas Gerais.

O Batalhão e seu legado histórico, repositório da tradição policial militar e dos valores da Corporação, é símbolo do pioneirismo da Força Pública mineira em que passado, presente e futuro fundem-se no ideal de preservar a ordem pública, garantir a lei, defender as instituições democráticas, a pátria, e os ideais do Alferes Tiradentes, de liberdade, justiça e paz.

Fontes bibliográficas

PINHEIRO, Paulo Sérgio. História da Polícia Militar de Minas Gerais: da Colônia à República. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

MINAS GERAIS. Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989. Belo Horizonte: Assembleia Legislativa, 1989.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 18. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

SOARES, Luiz Eduardo. Segurança Pública: dilemas e desafios. São Paulo: Contexto, 2006.

SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 37. ed. São Paulo: Malheiros, 2022.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Belo_Horizonte_(1930)#:~:text=A%20batalha%20de%20Belo%20Horizonte,primeiro%2C%20representante%20das%20for%C3%A7as%20revolucion%C3%A1rias.    Consulta em 14/09/2025

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/10/08/interna_gerais,254867/seis-dias-que-abalaram-belo-horizonte.shtml     consulta em 14/09/2025

«Seis dias que abalaram Belo Horizonte»

 WIRTH, John. O fiel da balança: Minas Gerais na Federação Brasileira (1889-1937). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. [S.l.: s.n.]

https://www.policiamilitar.mg.gov.br/site/1bpm/item/617/url

https://tjmmg.jus.br/magistrados-do-tjm-mg-sao-agraciados-pelo-1-batalhao-de-policia-militar-2

Autor

Henriques Cordeiro

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