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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Alopecia areata afeta o psicológico de mulheres; aponta pesquisa

A causa exata não é conhecida, mas acredita-se que o problema tenha origem nas doenças autoimunes, genéticas e em fatores ambientais

Por Julio Pierezan (CRM 182152), médico tricologista, especializado em cirurgia de Transplante Capilar (Buenos Aires/ARG), pós-graduado em dermatologia, membro da Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC), da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS) e da World FUE Institute, e médico diretor da Clínica Pierezan (SP).

A pesquisa The Invisible Impact of a Visible Disease: Psychosocial Impact of Alopecia Areata (O impacto invisível de uma doença visível: o impacto psicossocial da Alopecia Areata, em português), publicada pela Universidade da Califórnia, avaliou 547 participantes (76,6% eram do sexo feminino, com idade média de 44,6 anos) recrutados pela Fundação Nacional Alopecia Areata.

Eles falaram sobre impacto psicológico negativo, carga emocional e qualidade de vida ruim devido a condição. Detalhe: as pessoas que tiveram entre 21% a 94% de perda de cabelo relataram maior impacto psicológico e a pior qualidade de vida do que aqueles com 95/100% de perda de cabelo. Essa carga emocional vai além da ansiedade e dos sintomas depressivos e impacta as percepções de si mesmo e nos sentimentos de estigma.

A alopecia areata acontece de forma repentina e sua causa não é totalmente compreendida, mas acredita-se que seja uma doença autoimune ou que possa ser desencadeada por genética e até fatores ambientais. Entre os sintomas, queda de cabelo em forma arredondada ou oval, deixando “buracos” no couro cabeludo.

Apesar de não ter cura, existem opções de tratamentos. Desde medicação oral ou tópica, o uso de laser, luz ultravioleta, da ledterapia – um capacete com luzes de led que combate os processos inflamatórios das células do couro cabeludo, estimulando o crescimento -, a microinfusão de medicamentos na pele (MMP) e a mesoterapia.

Vale lembrar: assim que perceber a miniaturização dos fios ou uma queda excessiva, procure um especialista. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances de melhorar não só o cabelo, mas sua autoestima.

Autoria:

Bella Comunica

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