Inflação tem controle. Desde que o país tenha governo competente.

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Inflação é o nome que se dá ao aumento constante nos preços de produtos. Somente se consegue estabilidade nos custos inflacionários quando o índice inflacionário chega a zero.

Resumidamente, a inflação é causada pela lei da oferta e da procura. Quando a procura é alta e a oferta é baixa, ocorre a alta dos preços. Quando a oferta e alta, a tendência é a queda. Geralmente,o grande prejudicado com índices inflacionários altos é o consumidor de baixa renda que perde o poder de compra.

Em regra, na economia, há a inflação de demanda, quando há excesso desta em relação à produção. Para combatê-la é preciso que a política econômica conheça a redução da procura agregada.

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Além da inflação de demanda, há a inflação de custos, que é associada à questão de oferta. Quanto menor a oferta, maior será o custo/preço dos produtos. Geralmente, a inflação de custo pode ocorrer por conta de aumentos salariais — o que não é o caso do Brasil, pois, o salário dos trabalhadores brasileiros deve ser o que menos teve reajustes nos últimos anos —; o aumento do valor de matéria-prima, que promove o aumento do custo da produção elevando o valor do produto final; e, a elevação do custo de produção por parte de algumas empresas a fim de elevar seus lucros — realidade presente neste caso.

Entre os índices indicadores de inflação, encontram-se: o Índice Geral de Preços (IGP), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) e o Custo Unitário Básico (CUB). Além desses, o IBGE determina mais quatro índices de inflação: IPCA-15; IPCA-E; IPP: SINAPI.

Conforme divulgado nos meios de comunicação, em setembro, o Brasil registrou o maior índice inflacionário dos últimos 27 anos, acumulando em 10,2%. A divulgação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo este o segundo maior índice alcançado desde a implantação do plano real.

Conforme a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil se encontra dentre os piores países do G20 no que trata da questão inflacionária, atrás apenas da Argentina e da Turquia, devendo, inclusive, disputar o topo entre os piores índices inflacionários de 2021.

Diante do exposto, questiona-se: quem é o principal responsável pelo controle da inflação de um país? Quem são os maiores prejudicados com a alta da inflação?

Dentre os fatores que provocam a alta da inflação destacam-se a alta do dólar, por ser um dos ativos mais seguros. Por ser uma moeda valorizada é o investimento preferencial dos investidores ricos. Isso atinge diretamente as redes abastecedoras, como os supermercados, atingindo rigidamente o poder de compra dos trabalhadores por conta do aumento dos produtos, sendo estes os maiores prejudicados na atual conjuntura. Por outro lado, as empresas que possuem receitas indexadas a índices inflacionários saem beneficiadas, ampliando seus lucros, pois, a atualização de seus negócios ocorre com base no IGPM e no IPCA.

Outro fator é o enfraquecimento da economia interna que ocorre principalmente por falta de ações do governo federal.

Não é preciso pensar muito para se saber quem é o principal responsável pelo controle da inflação de um país. Grosso modo, há quem diga que é o Banco do Brasil, como se essa instituição fosse personificada.

Nesse momento, estamos assistindo o crescimento inflacionário sério, e, ao que tudo indica, continuará em alta. Os preços dos produtos básicos estão cada vez mais caros e o petróleo mais que duplicou seu valor nos últimos quatro anos.

Quanto a responsabilidade do Banco do Brasil na atuação para controle inflacionário, não existe dúvida. Mas a gestão do referido banco é de incumbência do presidente da república e seus subalternos — se o subalterno não for ele próprio — visto que seus gestores seguem as orientações do governo.

Mas o presidente insiste em responsabilizar os governadores, principalmente no que tange ao preço dos combustíveis com a conversa fiada de que o preço elevado se deve ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e, ainda, pelas medidas adotadas para o combate à pandemia. Por outro lado, o ministro da economia — se assim pode ser classificado — insiste que a inflação está sob controle.

Dois mentirosos. A alta nos preços não tem relação com as medidas adotadas pelos governadores para conter o avanço do coronavírus, nem a inflação está sob controle.

No que diz respeito ao preço dos combustíveis, não é necessário ser nenhum expert em economia para concluir que a alta dos preços se deve à gestão da Petrobras que optou por seguir os preços internacionais do petróleo. Os governadores nada têm a ver com isso, pois as alíquotas são as mesmas há décadas. A Petrobras é estatal de ordem federal e não estadual.

Ajunta-se a isso, o fato da perda de valor do real devido a política fiscal completamente fora de sintonia, que na realidade quer romper o teto dos gastos para justificar pedaladas em relação aos precatórios, causando desconfiança do mercado.

É sabido que o problema da inflação não é simples de ser resolvido. Porém, para contê-la é necessário que a demanda seja suprida a fim de atender a necessidade de produtos e serviços. Portanto, a justificativa para a situação a que se encontra o país é conjunto de resultado de ausências de ações de um desgoverno portador de intensa ignorância e um déficit cognitivo inigualável a qualquer imbecil, acometido de paranoia profunda que não sabe a diferença entre fantasia e realidade, que supera, principalmente em incompetência, qualquer governante que o pais já teve. Pior: os que se encontram em sua volta, o aplaudem e o seguem estão todos em mesmo nível.

Infelizmente, o país está sob comando de um aloprado, defensor das elites e contra a classe marginalizada. Propostas para o mundo real, do povo, de emprego, fome, pobreza, inflação, educação, saúde e tantas outras tão necessárias aos brasileiros sequer são pautadas nesse desgoverno.

Antes de aventurar-se ao cargo — somente ao cargo — de presidente, o que agora se diz ser, discursou na Câmara dos Deputados defendendo uma guerra civil para que pelo menos trinta mil pessoas morressem. Nesse quesito obteve sucesso, mesmo sem que houvesse enfrentamento armado — na Pátria Armada —. A Covid 19 já vitimou mais de 600 mil pessoas, ou seja, 20 vezes mais ao que ele pretendia. Mas grande maioria das mortes ocorreram por sua culpa, infelizmente.

Mas o Planeta está contra o presidente aloprado. Pelo menos é o que afirma advogados europeus em uma manifestação apresentada ao Tribunal Penal Internacional acusando-o de crimes contra a humanidade. Segundo o El País, esta é a terceira vez que Bolsonaro é denunciado em Haia por sua política desastrosa. 

Entretanto, ao que tudo indica, o próximo passo para vitimar pessoas será a miséria. A fila do osso já é realidade. A diferença é que por esse meio a meta é a morte somente de pobres.

Parece que o slogan do mito tresloucado mudou para: “Deus abaixo de tudo, eu acima de todos e os pobres que se explodam”. A bancada protestante e outros ‘movimentos religiosos’, incluindo o grupo seguidor do monsenhor católico, que o aplauda. Afinal, lideram seus fiéis a elegerem o ‘coiso’.

Autor:

Pedro Paulino da Silva. Graduado em Ciências Sociais pela FAFI de Cachoeiro de Itapemirim e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo – UFES.

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