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quinta-feira, 29 de julho de 2021

Carta de um brasileiro em meio ao caos causado pelo desgoverno central frente a pandemia da Covid -19

                                                                    Recife, 24 de março de 2021

Prezados (as) senhores (as)

É com profunda preocupação e mesmo pesar que escrevo essas linhas e endereço a todos os irmãos brasileiros. Nesse momento de caos no país que ora vivenciamos ocorreu-me escrever essa missiva visando expor meu pensamento como brasileiro. Preocupação e pesar pelo número enorme de mortes causados pela Covid 19, decorrente de uma verdadeira política genocida colocada em pratica abertamente pelo presidente da República. É estarrecedor acordar todos os dias sabendo do impressionante número de mortes – nas últimas 24 horas foram mais de 3 mil.  Excetuando-se os seres humanos que apoiam tal situação e que parecem conter em seu íntimo uma estrutura macabra ou que se comprazem com tantas mortes, os demais seres humanos sabem que não se trata simplesmente de números ou estatísticas e sim de pessoas, famílias, irmãos, companheiros, amigos que se foram e deixaram, entre outros sentimentos, saudades e indignação. Não se trata de dizer como alguns mensageiros da morte que todos morremos e que isso faz parte da vida; trata-se de colocar em ação todos os recursos para salvar vidas, uma vez que a vida é prioridade no universo e não a morte.

Nesse momento de muita dor é fundamental tentar não perder o equilíbrio e imbuídos de esperanças e pensamentos positivos tentar descortinar as sombras espessas da morte que pairam sobre o país. Mesmo diante de uma situação tão assustadora, vemos nós que cremos na vida como fundamento da civilização e da existência, tentar achar algum horizonte ou mesmo um contorno qualquer que possa lançar luzes numa situação assim – angustiante.  Para tanto, creio ser fundamental nessa hora deixarmos de lado diferenças políticas, ideológicas e pessoais e lançar um movimento nacional de salvação. Esse movimento pode e deve agregar políticos, imprensa, empresários, juristas e todos que tenham alguma consciência mínima alicerçada na solidariedade e no respeito pelos seres humanos. Tal movimento deve adotar algumas medidas emergências de curto e médio prazo, tais como:

  1. Ampla campanha nacional de esclarecimento pela imprensa sobre os meios de deter a propagação do virus;
  2. Ampla campanha de arrecadação de alimentos e distribuição para as pessoas mais necessitadas;
  3. Suspensão das dívidas de água e iluminação para as pessoas de baixa renda;
  4. Campanha articulada de arrecadação de subsídios monetários com as grandes e médias fortunas para colaborar nos gastos durante a pandemia;
  5. Incentivo financeiro para os micro, pequenos empresários e trabalhadores autônomos;
  6. Plano de obras de construção civil para gerar emprego e renda.
  7. Pedido de ajuda internacional para instituições, organismos e países no sentido de conseguir vacinas, insumos e remédios necessários na pandemia.

Essas são apenas algumas propostas. O mais importante é tomar consciência imediata da situação e colocar em ação as forças dinâmicas e configuradas no bem e na manutenção da vida. A gravidade da situação exige das pessoas de bem da sociedade brasileira a tomada de posição sem ironias, magoas ou ressentimentos. Ao invés de qualquer gabinete de ódio ou da produção de inverdades e fabulas miraculosa ou filosóficas, devemos construir a solidariedade urgente cuja base fundamental é o amor.

Autor:

José de Araújo Costa

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