ESCREVER É UM UNIVERSO.

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ESCREVER É UM UNIVERSO

Escrever é reunir palavras é agregar vidas;

Nem sempre seguindo os passos da brandura,

Mas até manifestando o inesperado da forma abrupta!

Escrever é projetar o inimaginável, é a idiossincrasia de buscar sentido,

Escrever absorve formas viajando inadvertidamente, sem direção, sem lugares predeterminados, mas sempre peremptoriamente passando pelos vales e os desertos da vida.

II

Correndo , sorrindo, gritando, chorando ou partindo!

Escrever remonta ao imaginário, fazendo vínculos entre o pensar e agir, imaginar e pressentir, é sondar e irrigar a alma, em uma forma soliloquia de sentir e entender a si mesmo (a);

 III

Escrever na maioria das vezes vem imerso a grandes interrogações, vem chamuscar os muros de nossa existência, como uma forma áspera de compreender os mundos, seja pelo lado de fora ou ainda, pelos lados internos de nossos próprios muros; escrever remonta ao imaginário formando novos e nossos vínculos, entre o pensar e agir, é imaginar e pressentir, é sondar e irrigar a alma em uma forma única de sentir e entender a vida;

IV

Escrevo porque preciso, preciso por isso escrevo! Quem escreve se descreve, numa maneira ímpar, à semelhança de um texto que passamos a limpo!

Quem não escreve não se descreve, se submerge, nas agruras de seu próprio sofrimento, quem não escreve se empobrece, padece de si mesmo, se isolando na dor interna da alma, e acaba se cansando de seu próprio tédio, da mesmice de si mesmo (a). Escrever te revela ao mundo, te insere na alma alheia, de forma irrevogável, que outra maneira de adentrar aos escombros de nosso ser? Que seja tão contumaz, tão perspicaz, como o ato de escrever?

V

Poucas coisas se equivalem ao ato de escrever, se ás vezes, na escrita; o que está escrito, um momento se fez encoberto, é como tecer às linhas do tecido texto, outrora te desfaço, outrora recomeço, tecindo e tecendo meu viver, é reviver é avultar ou solidificar às áureas deste texto amor?! É agruras, talvez, meu contexto! Pelo olhar da dor, pelo crivo do amor, escrever, meu objeto indireto, abstrato e incompleto, pois neste grande barato, escrever é um Universo.

Autor; Claudinei Telles dos Santos.

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