Ela ajuda a decidir o que entra na casa, o que o filho consome, o que os pais precisam, o que a família inteira passa a considerar confiável. Ela indica médico, sugere remédio.

Ela ajuda a decidir o que entra na casa, o que o filho consome, o que os pais precisam, o que a família inteira passa a considerar confiável. Ela indica médico, sugere remédio.

Quando a gente fala em mercado da longevidade, muita gente ainda entra nessa conversa pela porta errada. Acha que está falando de um nicho, de um grupo isolado, de uma faixa etária encaixotada em relatório. Mas não é.

E hoje eu falo disso com um sabor diferente, porque justamente hoje eu entro nessa turma dos 50+. Isso me faz olhar para esse tema não como estatística, mas como vida real.

Longevidade não é idade. É influência. É rotina. É decisão. É presença. A pessoa com 50 anos ou mais não compra só para ela. Ela ajuda a decidir o que entra na casa, o que o filho consome, o que os pais precisam, o que a família inteira passa a considerar confiável. Ela indica médico, sugere remédio, escolhe o mercado, opina sobre o colchão, sobre o celular mais fácil, sobre o tênis que não machuca, sobre a farmácia que entrega rápido.

O mercado adora falar de influência, mas se apaixonou demais pela tela e esqueceu a força da mesa de jantar. Esqueceu a conversa no carro, o conselho no corredor da farmácia, a recomendação simples de quem já viveu mais.

Muitas das marcas que a gente usa hoje não chegaram até nós por propaganda. Chegaram porque alguém mais velho disse: pode levar, isso é bom.

É por isso que a economia da longevidade vai muito além do recorte etário. Estamos falando de um ecossistema de confiança que atravessa gerações. De gente que cuida, compara, recomenda, sustenta a rotina e transfere hábitos.

Hoje, entrando eu mesmo nesse grupo, essa percepção fica ainda mais forte. Longevidade não é sobre os outros. É sobre nós. Sobre a vida acontecendo dentro de casa. Quem não entender isso continuará lendo planilhas. Quem entender, vai começar a ler gente.

E no fim, é essa gente que move compra, preferência, repetição e lealdade. Não com barulho, mas com autoridade construída no dia a dia, no uso real, no olhar de quem já aprendeu a separar moda de valor. Na vida real.

Willians Fiori

Especialista em Mercado de Longevidade desde 2003

Professor Pós-Graduação em Geriatria, Gerontologia e Mercados — Hospital Israelita Albert Einstein

Professor Convidado: FIA, UFRJ, PUC-SP e INSPER, FAAP

Autor dos Livros: Diversa-Idade, Brasil 2060,O cérebro que podemos proteger

Citado no livro Longevity Hub do MIT (Massachusetts Institute of Technology) como principal especialista brasileiro no tema

Premiado pela ONU Latin America e detentor do Selo Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo
Premiado pelo Premio Bstory Longevidade
Membro do conselho Europeu de Silver Economy

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