Do projeto social ao sonho olímpico: vela transforma jovens pelo esporte

Calendário náutico reúne competições ao longo de 2026 e revela histórias de formação no esporte

Para muitos jovens atletas, a vela começa ainda na infância e vai muito além das competições. É no contato com o mar, nos treinos e nos desafios diários que surgem histórias de disciplina, superação e construção de futuro.

Davi Neves, de 15 anos, é um desses exemplos. Filho de Alexandre Neves, profissional da área, ele teve contato com a vela aos quatro anos, acompanhando treinos e aulas. “Com o tempo, fui ganhando essa paixão pelo esporte, conhecendo pessoas novas e tentando superar desafios”, conta.

A evolução veio de forma natural. Davi iniciou na escola de vela do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha, passou pela categoria estreante e hoje integra o grupo de alta performance. O próximo objetivo já está definido: “Agora estou na busca do meu sonho olímpico”, afirma.

Mais do que resultados, ele destaca os aprendizados que carrega para a vida. “O esporte me ensinou a ter disciplina e responsabilidade e mostrou que preciso me esforçar para conquistar meus objetivos”, diz. Para ele, o suporte oferecido pelo projeto é essencial nesse processo de crescimento.

Para quem está começando, o jovem reforça: o mais importante é o caminho. “É focar no processo, ter disciplina, coragem e vontade de fazer as coisas, sem deixar de aproveitar cada momento. Não pensar só no resultado, porque ele vem com o tempo”, aconselha.

Vela como esporte e projeto social

Histórias como a de Davi são resultado de um trabalho contínuo de formação desenvolvido pelo Veleiros da Ilha. Além das competições, o clube mantém uma Escola de Vela e um projeto social voltado para crianças da rede pública de ensino.

A iniciativa atende cerca de 80 crianças por ano, a partir dos sete anos, oferecendo acesso gratuito à iniciação na modalidade. Parte desses alunos segue no esporte e passa a integrar as competições do clube — atualmente, cerca de 50 jovens atletas participam das regatas ao longo da temporada.

Para Gilberto Vieira Filho, fundador da Quantum Engenharia, apoiar esse tipo de iniciativa é investir em transformação social. “O acesso ao esporte transforma realidades. Quando a gente apoia projetos como esse, está abrindo portas e criando oportunidades para que essas crianças e jovens possam sonhar e se desenvolver”, afirma.

Tradição e calendário que movimenta a cidade

É a partir dessa base de formação que o calendário náutico do Veleiros da Ilha ganha força em 2026. Com início em março, a programação promete movimentar o cenário esportivo de Florianópolis ao longo de todo o ano.

As competições reúnem velejadores de diferentes idades e níveis de experiência em regatas de monotipos e oceano, além de eventos ligados à pesca. Ao longo da temporada, as disputas ocupam as raias da cidade e transformam o ambiente em ponto de encontro para atletas, treinadores e famílias.

Nas classes de monotipos, os barcos seguem padrões internacionais, garantindo equilíbrio técnico e valorizando a habilidade dos competidores. Já nas regatas de oceano, os desafios envolvem equipes maiores, exigindo estratégia, integração e experiência no mar.

Regata especial no calendário

Entre os destaques da programação está a Regata Quantum, dentro da Copa Veleiros de Monotipos. A etapa integra o calendário oficial do clube e conta com patrocínio da Quantum Engenharia.

Com atividades distribuídas ao longo de todo o ano, o calendário reforça a tradição da vela em Florianópolis e mantém ativa uma das principais bases de formação de atletas do país.

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