Embora, hoje, 7 em cada 10 brasileiros se considerem bons comunicadores no trabalho — se expressando com clareza e segurança na maioria das vezes —, existe uma situação onde muitos ainda enfrentam uma dor comum: na hora de dar feedbacks negativos a outros colaboradores, o maior desafio de comunicação apontado pelos entrevistados em um estudo recente sobre o tema.
Os dados acabam de ser divulgados pela Conquer, escola de negócios que oferece cursos de liderança e desenvolvimento profissional e, nas últimas semanas, pediu que líderes e liderados analisassem o papel dessa competência no ambiente corporativo, entre ações como falar em público, ter conversas difíceis e compartilhar decisões importantes.
Mesmo com certa dificuldade na hora dos feedbacks, algo que também aparece nos momentos onde precisam cobrar prazos ou dizer não à própria liderança (35%), segundo os respondentes, a autoavaliação final seria positiva… e bastante influenciada pelos tantos aprendizados vindos de bons ex-líderes, como ouvir ativamente (56,2%) e demonstrar empatia durante as trocas (51,6). Leia mais:
Como os brasileiros avaliam a própria comunicação no trabalho?
Independentemente da área, a comunicação é, hoje, uma das competências mais importantes no meio corporativo — algo que os entrevistados pela Conquer não apenas reconhecem, mas vêm buscando aprimorar.
Quando questionadas sobre o assunto, a maioria das pessoas ouvidas não deixaram dúvidas: sentem que, no geral, se comunicam assertivamente dentro das empresas (72,6%), ao passo que apenas 27,2% reconhecem certa dificuldade ao se expressarem no dia a dia.
Mesmo com uma autoavaliação geral positiva, contudo, os considerados no estudo não ignoram as diversas situações onde, hoje, se comunicar traz consigo uma série de incômodos ou receios, que seguem desafiando os respondentes.
É o caso, por exemplo, dos temidos feedbacks negativos: enquanto, de um lado, 32,2% dos entrevistados reconheceram a dificuldade de recebê-los, para 42% deles, o problema maior é ter de criticar, avaliar ou apontar melhorias sobre o trabalho de terceiros — assim como as situações onde precisam cobrar resultados, prazos ou tarefas (36,2%) e dizer “não” ou discordar da liderança (34%).

É por esse motivo que, hoje, cerca de 6 em cada 10 deles acreditam que receber treinamentos práticos de comunicação os tornariam comunicadores ainda melhores, ao lado de feedbacks mais estruturados por parte dos líderes (51,2%) e ferramentas e métodos para conduzir conversas desafiadoras (44,2%).
Como as lideranças podem melhorar a própria comunicação?
Mais do que olharem para si mesmos, ao longo do levantamento da Conquer, os profissionais tiveram a oportunidade de avaliar a comunicação de seus líderes, também vista como positiva — seja porque é sempre clara, aberta e respeitosa (27,4%) ou porque funciona bem na maior parte do tempo (49%).
Assim como reconhecem que têm o que evoluir, vale dizer, um raciocínio similar também aparece em relação às lideranças: embora estejam satisfeitos na maior parte do tempo, para os entrevistados, seus superiores ainda falham quando o assunto é ouvir e considerar outros pontos de vista (42,1%), dar feedbacks claros e frequentes (28,2%) e oferecer orientações objetivas (27,8%) — questões que, mesmo pontuais, acabam gerando dúvidas ou ruídos.
“Falhas de comunicação acontecem, inclusive com líderes atentos e bem-intencionados”, comenta Juliana Alencar, Diretora de Marketing da Conquer. “O importante é não naturalizar esses ruídos, entendendo que a comunicação é uma habilidade treinável, que evolui quando há abertura para feedback, clareza nas expectativas e investimento em capacitação.”
Do trabalho para a vida: o que seu líder já te ensinou sobre comunicação?
Se são bons comunicadores hoje, os brasileiros entrevistados pela Conquer reconhecem que isso só é possível porque não faltaram marcas positivas deixadas por seus líderes e ex-líderes, com ensinamentos que transcendem o mundo profissional e influenciam a forma como se comunicam fora da empresa.
Entre as principais lições aprendidas, muitos respondentes atrelam o fato de saberem se comunicar com clareza e objetividade (59,2%) ao contato com antigos superiores, cujo relacionamento evidenciou a relevância dessa competência para a qualidade das trocas diárias.

De forma similar, também foram destacadas a capacidade de escutar e dialogar com o time (56,2%) e a de demonstrar empatia nas conversas (51,6%), aprendizados que, levados adiante, revelam como uma boa liderança tem efeitos duradouros (e fundamentais) na jornada dos colaboradores… dentro ou fora das organizações.
Metodologia
Para entender como os brasileiros se comunicam no trabalho, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.
Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram seus maiores receios quando o assunto é se comunicar, os principais problemas de comunicação de seus líderes e como as empresas podem melhorar essa competência no dia a dia. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.
Sobre a Conquer
Fundada em 2016, a Conquer Business School é uma escola de negócios cujo objetivo é transformar a educação corporativa no Brasil, formando profissionais e líderes que fazem a diferença.
Nascida da insatisfação com o ensino tradicional, hoje, a empresa conta com dezenas de cursos livres, pós-graduações e imersões práticas voltadas às competências mais exigidas pelo mercado de trabalho, como Liderança, Gestão de Pessoas e Gestão em Tecnologia — alguns deles com módulos específicos sobre Inteligência Artificial e o suporte de ferramentas de IA, que dão feedbacks personalizados, treinam os alunos e trazem dicas do que melhorar.
Até o momento, mais de 5 milhões de alunos de 125 países já foram impactados por suas aulas, ministradas por nomes de referência nas modalidades online e presencial.


