O Marrocos conheceu condições climáticas excepcionais de chuva, e sem precedente, até hoje, muitas regiões inundaram, aldeias e povoados deslocados, estradas destruídas e danificadas, razão pela qual o Ministério de Equipamentos, através de seus programas televisados e relatórios, chamou as populações a tomar devidos cuidados e se prevenir, contra as enchentes, o volume acumulado de chuvas e nível de barragens, e a liberação, 372,9 milhões de metros cúbicos, a efeitos de proteção e segurança .
As barragens no Marrocos nestas últimas chuvas, têm causado muita preocupação no seio dos moradores e autoridades, cuja capacidade normal desde 6 de janeiro de 2026, do nível da água no reservatório, ultrapassou quatro metros do nível histórico registrado, desde 1972.
Tais chuvas vão preocupar ainda mais o mercado pecuário, meses antes do Eid al-Adha, influenciando as atividades dos pecuaristas, sobretudo nas regiões do norte, onde às inundações atingiram Ksar El Kebir, forçando muitos dos criadores de gados a se deslocar para áreas mais seguras.
Por sequência, os preços da carne nos mercados dispararam , devido aos altos custos de produção, dos pecuaristas dependentes inteiramente de ração industrializada, e atraso das pastagens, e condições climáticas desfavoráveis, . apesar dessas chuvas, ao longo prazo, podem melhorar gradualmente as condições das pastagens, nas regiões do norte, onde uma certa abundância da vegetação a esperar, após a temporada e tempestade s de chuvas.
Os criadores de gado continuam a observar os preços da ração, do farelo e a cevada, ao longo destes períodos a variar, cuja ração ultrapassa 20 dirhams por quintal, dada dificuldades de aquisição de matéria-prima para ração e atrasos das remessas de produtos nos portos, dos preços de alguns materiais, alfafa mantido, entre 50 e 100 dirhams, além das condições difíceis de inundações, “aterrorizantes”, dos criadores de animais, da crise perturbadora do fornecimento de forragem para o gado, e do isolamento da região pela chuva, e dos suprimentos de forragem, da falta de feno e alfafa, além da perda de grandes quantidades de estoques de forragem, e dos criadores de gado, da água cercada as casas, sem saída, fugindo ou salvar as vidas.
Finalmente o setor pecuário depende de apoio e suporte de todos, dados desastres naturais, sacrifício, falta de forragem para as ovelhas, planejamento, e isolamento das aldeias sitiadas, ou dos suprimentos dos moradores e criadores, e das terras agrícolas, infraestruturas danificadas, e apodrecimento das raízes pastoreias.
Autor:

Lahcen ELMOUTAQI Professor universitário, Tradutor, Pesquisador sobre assuntos do Mercosul, Marrocos e Brasil


