O diálogo entre o setor produtivo e as lideranças políticas nunca foi tão essencial quanto no atual momento brasileiro. Recentemente, durante o fórum “Cenários do Brasil” promovido pelo LIDE e liderado por João Doria, ficou evidente que a maturidade institucional do país passa, obrigatoriamente, pela saúde financeira das suas empresas.
Como especialista em reestruturação de negócios, observo que o debate proposto por figuras como Edinho Silva (Presidente Nacional do PT) sobre diálogo e ponderação precisa ecoar dentro da governança corporativa. Não se faz política pública eficiente sem empresas robustas, e não se recuperam empresas sem um entendimento profundo das nuances jurídicas e econômicas que o país atravessa.
A trajetória que acompanhamos hoje no mercado, onde a consultoria especializada se torna o único braço técnico dentro de agências de fomento como a SP Negócios, revela uma mudança de paradigma. O foco não é mais apenas a sobrevivência financeira, mas a criação de um ecossistema de governança que suporte as oscilações eleitorais.
A qualidade de vida e o bem-estar social, temas que serão debatidos no próximo seminário LIDE Wellness com o prefeito Ricardo Nunes, estão diretamente ligados à capacidade de gestão de crise das companhias. Reestruturar um negócio é, acima de tudo, um ato de preservação social. Quando uma empresa se organiza juridicamente e financeiramente, ela garante empregos, gera impostos e estabiliza a economia local.
O futuro do Brasil não será decidido apenas nas urnas, mas na capacidade dos líderes empresariais de aplicarem inteligência estratégica e resiliência em suas operações, independentemente de quem assuma o comando político.
Artigo por Kleber Almeida: CEO do Grupo Sogno, consultoria especializada em inteligência financeira e reestruturação de negócios. É reconhecido como um dos principais players do setor, sendo o único representante de consultoria estratégica na SP Negócios.


