A imprensa brasileira pariu um conjunto de monstros teratológicos autoritários chamados Supremos Ditadores Federais
Ao fechar os olhos para a violação de direitos constitucionais, o devido processo legal e a proporcionalidade de penas de vândalos que invadiram e depedraram os prédios da Praça dos Três Poderes em Brasília, a imprensa brasileira foi complacente com os arroubos do Supremo Tribunal Federal, na figura do ministro Alexandre de Moraes, diante das decisões arbitrárias e de ofício do magistrado indicado por Michel Temer.
Agora, a imprensa se diz estarrecida com as decisões do ministro Dias Toffoli na condução do caso do Banco Master. Isso porque o ministro ex-advogado do Partido dos Trabalhadores dá a entender que está trabalhando como relator (autodeclarado de ofício) para atrapalhar os trabalhos da Polícia Federal e favorecer, possivelmente, o Banco Master.
Ao mesmo tempo, Moraes abre de ofício um inquérito para investigar quem divulgou informações do contrato de sua esposa com o banco de Daniel Vorcaro. Ou seja, o problema para o ministro não está no contrato assinado pela sua esposa como Banco Master, mas na população saber, por meio da imprensa, desse vergonhoso, esquisito e milionário (129 milhões) contrato de sua cônjuge.
Se depender do modus operandi de Moraes, jornalistas poderão ser presos, com medidas e/ou prisões cautelares de ofício e com fundamentação subjetiva pelo ministro que prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro.


