Imagine acordar e descobrir que sua existência profissional foi apagada. Não por um crime, não por uma falha ética, mas porque um grupo decidiu que você incomoda. Foi o que aconteceu comigo nesta semana. Em um ataque coordenado de “denúncias em massa”, derrubaram o Instagram do meu festival, Erotika Town, derrubaram minha agência, minhas contas pessoais e o cúmulo do absurdo, tentaram paralizar a comunidade do Telegram.
Foi um recado claro do mercado tradicional: “Pare de inovar, pare de crescer ou vamos te calar.”
Mas o que me traz a esta coluna hoje não é o lamento pelo meu prejuízo digital, e sim o choque com a hipocrisia do “mundo real”.
Enquanto as plataformas digitais (e seus robôs de denúncia) punem empreendedoras que buscam profissionalizar o mercado erótico e trazer experiências e educação, o que acontece nas feiras “tradicionais” e físicas, longe dos algoritmos?
No ano passado, a Intimi EXPO, conhecida mundialmente e gerida por Susi Guedes, operou diante de nossos olhos com falhas que beiram o criminoso. Eu vi, e tenho registros, de crianças de colo e carrinhos de bebê circulando livremente pelos corredores de uma feira de conteúdo adulto explícito. Onde estava o rigoroso compliance que me baniu?

Pior: presenciei a exposição de bonecas realistas com feições infantis. Produtos que flertam perigosamente com a pedofilia, expostos sob o teto de um evento que deveria ser referência.
E a resposta da organização? Em mensagens às quais tive acesso, a própria gestão do evento admite não ter controle sobre o que entra em sua feira, chegando a pedir, via WhatsApp, que os visitantes atuassem como “fiscais”, pois ela “não conseguia fazer isso sozinha”.

Percebem a ironia?
Eu fui cancelada digitalmente por cumprir todas as regras, mas incomodar o status quo. Enquanto isso, no mundo físico, a “velha guarda” do setor opera com negligência, terceiriza a segurança para o público e expõe menores de idade a riscos reais, sem que nenhuma conta seja “derrubada” ou nenhum alvará seja cassado.
O mercado erótico precisa, urgentemente, decidir o que quer ser. Queremos ser um setor de “denuncismo” barato e sabotagem online, ou um setor que protege crianças e profissionaliza as marcas, festivais, criadores de conteúdo e eventos?
Minhas redes podem ter caído temporariamente, mas meus valores e minha visão de mercado continuam de pé. A Erotika Town nasceu para curar essa hipocrisia. E talvez seja exatamente por isso que tentam, com tanto desespero, nos apagar.
Não conseguirão.
Fada
Entusiasta, fundadora da Erotika Town e especialista em mercado erótico, live marketing e comportamento.
Ps: A Cidade Fetiches da Erotika Town acontecerá dia 07 de março no casarão LoveNox, das 16H às 04H e você pode garantir sua vaga para inúmeras experiências no link: https://taplink.cc/erotikatown


