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sábado, 24 de janeiro de 2026

A Nova “Doutrina da Rapina”: O Século XXI sob o Punho de Ferro de Trump.

Em 2026, o mundo despertou sob a presença de uma ameaça que muitos pensavam ter sido superada. A trajetória da história se repete, porém desta vez com uma intensidade que desconsidera as delicadas negociações do passado. O início de 2026 ficará marcado como o ponto em que a já instável ordem global foi desmantelada pela violência. A intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, liderada por Donald Trump, transcende um simples evento de política internacional; representa a proclamação de um terrorismo estatal disfarçado de operação de segurança.

O cerco militar e a captura de Nicolás Maduro em solo soberano rasgaram não apenas a constituição venezuelana, mas os próprios princípios fundamentais da Constituição dos EUA e do Direito Internacional. Ao mirar nas maiores reservas de petróleo do mundo e nas jazidas de ouro do Arco Mineiro, a Casa Branca abandona a máscara da promoção democrática para abraçar abertamente uma política imperialista e neocolonial. O relato de Washington é claro e perigoso: as riquezas naturais de uma nação são agora ativas de interesse americano, passíveis de confisco mediante o uso da força.

A Urgência da Multipolaridade

Diante deste cenário, a passividade não é uma opção. Faz-se necessária uma ocorrência potente e coordenada dos BRICS. O bloco, que se propõe a ser o contraponto à hegemonia unilateral, enfrenta seu maior teste de fogo. Se o grupo, e o que resta das instituições internacionais, silenciar perante o desmembramento de uma nação vizinha, a própria ideia de soberania passará a ser letra morta para qualquer país do Sul Global.

O Dilema do Norte e a Cumplicidade Europeia

É imperativo também que o povo dos Estados Unidos pressione suas instituições. Os vorazes ataques do presidente Trump não ferem apenas a autonomia alheia; Eles corroem os valores democráticos que os EUA alegam defender, examinando os recursos públicos em prol de uma agenda de dominação que beneficia poucos e ameaça a paz global.

Paralelamente, a Europa encontra-se em uma encruzilhada moral. A posição de subserviência total demonstrada até aqui é vergonhosa. Ao aceitar passivamente o papel de satélite dos interesses de Washington, o continente abre mão de sua relevância geopolítica e torna-se cúmplice de um precedente que poderá, no futuro, ser usado contra seus próprios interesses.

O que está em jogo na Venezuela não é o destino de um governo, mas a validade do pacto civilizatório. Se o roubo de riquezas e a subjugação de povos foram aceitos como a “nova normalidade”, entraremos em uma era de caos sistêmico. A soberania é inalienável, e defendê-la é o único caminho para evitar que o mundo retorne à barbárie do império contra a lei.

Bianca Duarte Dias

Historiadora e Especialista em Ciencias Humanas e Sociais Aplicadas.

Bianca Duarte Dias
Bianca Duarte Dias
Historiadora e Pós-graduada e Ciencias Humanas e Sociais Aplicadas e Pós-graduada em Economia e Geopolitica.

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