
Há um novo ano despontando. Será novo mesmo? Ou é apenas um pit stop para fazermos um balanço do que devemos levar na bagagem para continuarmos nossa jornada. Já não somos mais crianças. Já não somos mais adolescentes. Somos, sim, adultos e quase todos conscientes…
Nosso solo já foi mexido e remexido. Já plantamos flores, florestas. Já mergulhamos para conhecer o fundo dos oceanos. Fomos à Lua e quase estamos tocando as estrelas. Será que queremos tocar as mãos de Deus? Quem sabe um dia tocaremos.
A verdade é que nosso solo é fértil. Então, vamos acreditar que nem mesmo as atrocidades, como as guerras, a miséria e a fome, deflagradas pelo próprio homem, podem parar nossa caminhada. Vamos continuar reverenciando e protegendo a natureza, criando condições para nossos filhos também plantarem o que quiserem: flores, árvores, alimentos, riquezas.
Vamos deixar esse nosso solo cada vez mais adubado com carinho e amor para que eles plantem e possam colher o melhor de seus presentes e futuros. Assim como fizeram nossos pais, nossos antepassados. Somos produtos de milhões de acasalamentos!
O universo se renova a cada ano. As estrelas brilham como sempre brilharam. Por isso, vamos propagar a sensibilidade e a solidariedade entre os nossos. Só assim, a cada colheita e a cada ano, os grãos produzidos serão melhores, mais vitaminados e próprios para nutrir não somente o físico, mas também nossas almas e nossos espíritos.
E sabemos que nossos espíritos, em sua essência, carregam a centelha do amor. Amor que fecunda a nossa terra. Amor que possibilita a continuação da humanidade.
Fechamos mais um ciclo este ano. Agora partimos não do zero, mas com uma bagagem cheia de experiências bem-sucedidas. Ressalto as bem-sucedidas, sim, porque aquelas que não foram tão bem assim, vamos deixar que escorram com a água do copo que todo ano é reciclada.
Há uma fonte inesgotável de possibilidades que nos permite filtrar a água que bebemos, a água que se renova. Vamos nos perguntar: qual metade da água do nosso copo vamos conservar? A metade suja vamos derramar em um grande rio, que vá para bem longe, que vá para o oceano, para que se dissolva e desapareça de nossas vidas, assim como o tempo, que passa e só deixa saudades.
Os bens materiais não importam. E assim nossa vida continua, e só o grande arquiteto sabe até quando…, mas a verdade é que não é um início do zero, como o nascimento de um bebê, mas é um início que nos permite escolher não só o automóvel, mas também o combustível que vamos usar para rodar nessa estrada chamada vida!

