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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Tradições natalinas X Natal na atualidade

Ao longo dos anos temos algumas tradições que passam de geração a geração e que estão presentes na memória afetiva de muitos desde a infância.

Natal com peru (depois veio o chester), castanha, nozes, salada de fruta, arroz com ou sem passas, rabanada, panetone – são algumas das guloseimas tradicionais do Natal. E imagine o que pode acontecer quando um familiar resolve trazer lasanha em plena festa natalina? Não pode dar certo, devido à quebra de uma tradição de determinados alimentos – foi o ocorrido certa vez em almoço familiar, quando minha tia disse “Isso não tem nada a ver com o Natal!”.

         De um anos para cá, ouvimos cantado que “Só é Natal quando é Natal na Leader Magazine”. Uma loja conhecida no Rio e Grande Rio, agora falida e com portas fechadas. E, então? Não existe mais Natal, devido a uma propaganda dessas?

         E como é o Natal na atualidade? Será que continua reunindo a família em volta de uma mesa para juntos, festejarem essa “data tradicional” que remonta ao nascimento de Jesus Cristo, em 25 de dezembro, dividindo a História entre antes e depois de Cristo, trazendo diversos ensinos de amor ao próximo que parecem cada vez mais esquecidos, devido ao ódio imperando na sociedade por razões mais tolas do que desejar o mal ao outro por pensar diferente, ter opção religiosa ou sexual que não se concorda. É preciso respeito acima de tudo!

         Como viver entre a tradição de uma celebração como o Natal e, ao mesmo tempo, inserir novas ideias, alimentos ou mesmo decorações distintas do normal? Isso não tem nada demais, o que importa é a essência do que significa o Natal para cada um de nós.

         Vamos viver o amor incondicional, sem se deter a coisas menores que somente impedem a convivência melhor com nossos familiares, amigos ou mesmo com quem nem nos damos tão bem? Quem se coloca no lugar do outro e o trata como gostaria de ser tratado já é um caminho bom a seguir. Não há razão para sermos egoístas, mesquinhos, gananciosos e narcisistas. Ninguém é obrigado a concordar 100% com o que achamos e nem aceitar tudo o que falamos e concordar com nossas atitudes. Por isso é importante a criança desde cedo aprender essa preciosa lição.        

         É possível continuar a viver a tradição natalina sem brigar com quem não concorda e prefere realizar outro tipo de celebração na mesma data. É necessário paz entre “os homens de boa vontade” para um harmonia até mesmo entre familiares que somente nessa época parecem conseguir uma convivência mais unida.

         Vamos atualizar, sim, o sentido do Natal para que vivamos cada vez mais juntos e misturados com o espírito de respeito mútuo possa imperar não somente nesse período do ano, mas durante 365 dias para o nosso próprio bem. 

         Feliz Natal para você e sua família!

         Um forte abraço do Rofa!

ROFA ROGERIO ARAUJO
ROFA ROGERIO ARAUJO
Rofa Rogerio Araujo; professor, teólogo e jornalista; autor de “Deus não é o gênio da lâmpada mágica” (2024), “As mulheres e nossa vida” (2023) e “Mídia, bênção ou maldição?” (2011).

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