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sábado, 24 de janeiro de 2026

Inflação e perda de poder de compra: e o bolso do cidadão

Como a emissão de moeda e as políticas inflacionárias afetam diretamente a vida do trabalhador e do empreendedor

Poucos problemas econômicos impactam tanto a vida das pessoas quanto a inflação. Cada ida ao supermercado, cada reajuste de aluguel ou aumento na conta de energia revela o quanto o dinheiro perde valor ao longo do tempo. Para a Escola Austríaca de Economia, essa realidade não é obra do acaso: é consequência direta da intervenção estatal na moeda.

Ludwig von Mises explicou que a inflação não é apenas um aumento de preços, mas sim a expansão artificial da oferta de moeda pelo Estado ou bancos centrais. Quando há mais dinheiro em circulação sem o correspondente aumento na produção de bens e serviços, o resultado inevitável é a desvalorização da moeda.

“Quando o governo imprime moeda de forma desenfreada ou adota políticas expansionistas populistas, a sociedade paga duas vezes: hoje, com perda imediata de poder de compra, e amanhã, com um calote silencioso contra as próximas gerações.”

Esse processo corrói silenciosamente o poder de compra dos cidadãos. Quem vive de salário fixo ou pequenas economias sente o peso da inflação muito antes de qualquer estatística oficial. Já os governos, que a utilizam para financiar gastos públicos sem aumentar impostos de forma explícita, lucram no curto prazo, enquanto a sociedade paga a conta com perda de riqueza.

Friedrich Hayek alertava que a inflação também distorce os sinais do mercado. Ao manipular a taxa de juros e a quantidade de moeda, cria-se uma ilusão de prosperidade que leva empresários a investir em projetos insustentáveis. Mais cedo ou mais tarde, essas distorções resultam em crises econômicas, desemprego e recessão.

Na prática, a inflação é uma forma de imposto invisível, que atinge de maneira mais dura justamente os mais pobres, pois são eles que têm menos alternativas de proteção — como aplicações financeiras, ativos reais ou investimentos que preservam valor.

Do ponto de vista austríaco, a solução está em uma política monetária sólida e previsível, que não permita ao Estado manipular a moeda ao sabor de conveniências políticas. Uma economia saudável exige respeito ao valor da moeda, liberdade de mercado e responsabilidade fiscal.


Conclusão

A inflação não é apenas uma estatística: é um ataque direto ao bolso e à liberdade do cidadão. A Escola Austríaca nos lembra que defender uma moeda forte é defender a dignidade de cada indivíduo que trabalha, poupa e empreende para construir seu futuro.

Bom trabalho e grande abraço.
Rafael José Pôncio, PROF. ADM.

Rafael José Pôncio
Rafael José Pônciohttps://linktr.ee/rafaeljoseponcio
É escritor brasileiro, historiador sobre empreendedorismo, administrador, economista e professor.

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