Estudo e Inteligência Não Significam Competência Profissional

Por Que Muitas Empresas Estão Indo à Bancarrota Apesar de Possuírem Boa Tecnologia, Instalações Modernas e Funcionários Bem Formados? É possível Conciliar Cultura Acadêmica, Literária, Artística e Inteligência Brilhante Com Uma Visão Pragmática da Vida?

Pesquisas recentes demonstram que várias empresas estão indo à bancarrota mesmo quando apresentam uma história de sucesso. Muitas são eficientes e organizadas, possuem tecnologia sofisticada, instalações modernas e ainda contam com funcionários bem formados e dedicados. O problema é que que tudo isso não basta para sobreviver num mundo de alta competição como o de hoje, pois agora elas precisam ser competentes.

Pessoas instruídas e com inteligência brilhante tinham muito mais mercado no passado do que têm hoje e, anteriormente, elas eram admiradas e ficavam em evidência na mídia. Hoje observa-se facilmente que são as pessoas mais bem-sucedidas em alguma atividade – ou que estão associadas a realizações importantes – que aparecem cada vez mais nos jornais, rádios e revistas e não as pessoas que só exibem erudição e inteligência.

Estudos revelam que pessoas com estudo e inteligentes são apenas parcialmente competentes e, de acordo com os atuais paradigmas, elas se tornam efetivamente competentes se alcançarem o sucesso e oferecerem contribuições, num mundo que valoriza resultados. Pessoas mais conservadoras podem argumentar que o mundo está mudando para pior, porque está se prestigiando menos a erudição, a cultura geral e a inteligência. Contudo, conforme vários estudiosos de RH, é necessária uma revisão desses pontos de vista.

Atualmente exige-se desses colaboradores que agreguem valores em tudo que se mostra, se faz, se produz e, dessa forma, o novo paradigma é cultura e inteligência com resultados. Isso não apenas é uma evolução em termos de valor, mas também contribuirá para uma rápida evolução de tudo, pois com mais objetividade e foco nos resultados, tudo tende a evoluir rapidamente.

Sendo assim, o novo conceito de competência corporativa deverá desmistificar os valores tradicionalmente cultivados na sociedade, como a importância e o prestígio atribuídos a títulos e diplomas, à cultura geral e à inteligência brilhante. Que, diga-se de passagem, eram considerados valores suficientes para merecer um status diferenciado. Isto é, bastava possuí-lo para ter direito a posições importantes e ser bem remunerado, mesmo que as contribuições oferecidas não correspondessem à quantidade de títulos e de saber, e ao nível de inteligência.

A cultura da competência, da qualidade, da produtividade e da orientação para resultados está em processo de acelerado desenvolvimento na sociedade e, certamente, isso mudará as coisas na vida das pessoas e das corporações. Sob o prisma do novo conceito de competência, parte da elite erudita e intelectual tem contribuído menos do que deveria para a evolução dos costumes e da eficácia das instituições.

Embora privilegiada pela oportunidade de estudos e aperfeiçoamento da sua inteligência, a maioria dessa elite dominante pertence a uma geração que não valorizou a eficácia e a competência. E também, por influência de fatores históricos e políticos, ela desenvolveu um espírito crítico e pessimista e tem adotado posições que mais contribuem para a manutenção do que para a solução de problemas crônicos da sociedade.

Dessa forma, a elite dominante demonstra aptidões intelectuais, habilidades de escrever, falar e se posicionar publicamente, porém, revelam pouca visão pragmática e realista das circunstâncias e das conjunturas, bem como pouca ação prática. Então, perguntamos: É possível conciliar cultura acadêmica, literária, artística e inteligência brilhante com visão pragmática da vida?

Não apenas é possível como necessário. Para muitos autores de RH, uma sociedade será mais evoluída quanto maior for o número de intelectuais, artistas, cientistas, filósofos, antropólogos, professores, advogados, economistas, etc. Baseado nas mudanças do meio ambiente, o que se cogita é que esses desenvolvam a cultura da competência e o sentido de contribuição. Isto é, que se tornem mais competentes, enquanto assumindo responsabilidades e exercendo papéis sociais e influenciando mais assertivamente a educação política e social.

Alguns profissionais com formação superior – como os administradores, engenheiros, psicólogos, comunicadores, médicos e dentistas – normalmente não são considerados intelectuais, exatamente porque suas atividades exigem que sejam pragmáticos. Os que têm se posicionado mais tipicamente como intelectuais são os escritores, artistas, sociólogos, antropólogos e professores universitários. Já os que ficam no “meio termo” são os jornalistas, articulistas, advogados e economistas.

https://www.facebook.com/juliocesar.s.santos

Julio Cesar S Santos
Professor JULIOhttps://profigestaoblog.wordpress.com/
Professor, Jornalista e Palestrante. Articulista de importantes Jornais no RJ, autor de vários livros sobre Estratégias de Marketing, Promoção, Merchandising, Recursos Humanos, Qualidade no Atendimento ao Cliente e Liderança. Por mais de 30 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de Pós-Graduação em “Gestão Empresarial” e atualmente é Diretor Acadêmico do Polo Educacional do Méier e da Associação Brasileira de Jornalismo e Comunicação (ABRICOM). Mestre em Gestão Empresarial, especialista em Marketing Estratégico

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