A Inovação requer que sejamos todos os dias “inconformados positivos”

Que o mundo está em constante mudança isso todos sabemos, mas depois de quase dois anos da pandemia do Coronavírus é possível enxergar diversas transformações no jeito em que se vive, principalmente no cenário mercadológico.

Para além disso, entraram em pauta os conceitos de inovação e transformação digital e o quanto ambos são importantes para a vida profissional. Muitas pessoas se sentem travadas por não saberem o ponto de partida desse movimento. Mas, afinal, o que é inovação e até onde ela está ligada ao digital?

Antes de querer mudar o externo, a mudança deve começar em si. O modo como a mente trabalha está ligada à maneira como os indivíduos se posicionam e agem no cotidiano, aqui pensando, acima de tudo, no dia a dia corporativo. Logo, a mudança de mindset e o inconformismo gerado por essa reconfiguração mental são os primeiros passos em direção à inovação, ainda mais quando sua casa passa a ser também seu ambiente de trabalho.

Quando a decisão de modificar a mentalidade é tomada, é formada uma inquietação, a qual resulta na necessidade de partir para a ação. É válido lembrar que nada em excesso faz bem, logo esse sentimento deve ser equilibrado e não se tornar uma revolução, porque bom mesmo é ser um “inconformado positivo”.

Por mais que a teoria pareça fácil, sair da zona de conforto sempre é desafiador para qualquer indivíduo. E no ambiente corporativo, nós gestores devemos estar sempre atentos às possíveis renovações de modelos de atuação. Quando demonstramos confiança em nossa equipe e passamos a ela segurança, como por exemplo o fato de que se algo não sair como planejado, eles serão compreendidos, a iniciativa de sair daquele lugar que já não nos cabe fica mais acessível. Em geral, o medo da punição é o que trava esse novo passo.

E, veja bem, essas ações não requerem o uso direto de tecnologia.
A opção tech é um dos meios para se alcançar a inovação, mas não tem um lugar absoluto nesse processo. Do que adianta o colaborador ser mestre no digital, mas ter insegurança e não ser incentivado a se reinventar? Pois bem, isso mostra como a cultura de inovação faz o conhecimento técnico ser secundário nessa adoção.

Na matéria da Forbes publicada em janeiro desse ano que destaca as empresas mais inovadoras do Brasil, a professora de inovação e pensamento crítico da escola de negócios Insper e sócia da Mauá Capital Carolina da Costa, explora bem esse conceito: “Inovação, a partir da realidade que vemos hoje, deve ter três eixos: qual o impacto dos produtos para o planeta; se a forma como são produzidos é inclusiva; e qual é a sua visão de longo prazo”. Esses três pontos não necessariamente incluem soluções altamente tecnológicas para que leve uma empresa a ser considerada inovadora. “Ser inovador é se adiantar, é olhar na frente e entender as dores da sociedade para que eu cumpra meu papel social como empresa”, completou a acadêmica.

Que essa interpretação seja um motivador para nos mantermos inquietos: comece aos poucos, pois até as pequenas mudanças podem ser inovadoras. Assim como sugere a inovação incremental, que pode ser elucidado como um lego, cada bloco colocado vai formando coisas novas, vai melhorando suas habilidades e criando novas capacidades.  A partir do momento que a mente se reconfigura, uma atitude é tomada e, consequentemente, é gerada a mudança, e assim a inovação está começando a se realizar.

Para você dar o seu start, fica a dica: almoce com alguém que nunca imaginou. Veja pontos de vista diferentes do seu, adquira conhecimentos de mundo, converse com pessoas mais velhas e com mais experiência, conheça pessoas mais novas e entenda o mundo atual. Vire a chave e se inove!

Autor:

Marcello Bosio, Head de Digital Solutions da Meta. Com mais de 21 anos de carreira, acumula experiências em áreas como Pré-vendas Consultoria, Suporte, Implementações de Projetos, Marketing de Produtos e Vendas. Passou por companhias como Hitachi Data Systems, Hewlett-Packard e Gartner.

A Meta é uma consultoria de transformação digital e soluções tecnológicas que conduz organizações na conquista da maturidade digital.

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