Segundo estudo, quem interrompe o uso de injeções para emagrecer sem o devido preparo enfrenta um “efeito reboot” agressivo. A confirmação veio de um estudo da Universidade de Oxford, publicado no BMJ, que constatou que o peso perdido é recuperado integralmente em uma média de 1 ano e 7 meses — uma velocidade muito maior do que em outros métodos. Com uma taxa de ganho de 0,4 kg por mês, o dado acende um alerta sobre a falta de planejamento para o momento de “tirar as rodinhas” da medicação.
O grande problema, segundo especialistas, não é a caneta em si, mas o vácuo terapêutico que fica quando ela é retirada. O estudo mostra que o corpo, ao sair da supressão química do apetite, tenta compensar o tempo perdido estocando energia rapidamente. Sem um protocolo de transição, o paciente fica vulnerável ao seu próprio metabolismo, que volta a trabalhar em ritmo lento enquanto a fome aumenta exponencialmente.
Para Carol Galdino, nutricionista pela UFMT e especialista em obesidade e emagrecimento pelo Einstein, o segredo para fugir dessa estatística britânica é a modulação metabólica imediata. “Muitos pacientes acham que, ao atingir a meta, o tratamento acabou. Pelo contrário, é aí que começa a fase mais crítica. É preciso introduzir ativos que mantenham a termogênese ativa e controlem a ansiedade, para que o corpo não perceba a ausência da medicação como um sinal verde para engordar”, explica a proprietária da clínica Especial Vittá.
Como dica prática para essa fase de manutenção, a especialista sugere o uso de fitoquímicos que simulem, de forma natural, parte dos benefícios de saciedade e queima de gordura. “Em minha prática clínica na Especial Vittá, costumo indicar cápsulas com tecnologia Fire Detox, que contêm um mix de ervas selecionadas para atuar justamente nessa lacuna, impedindo que o metabolismo desacelere bruscamente”, revela Carol Galdino.
O consenso médico, reforçado pelos novos dados de Oxford, é que o tratamento da obesidade não pode ter data para acabar, apenas mudar de estratégia. A recomendação da especialista é que a retirada das canetas seja sempre acompanhada de uma substituição estratégica por compostos naturais e reeducação, garantindo que o investimento na saúde não seja perdido em menos de dois anos.


