Uma prática corporal ainda pouco conhecida por grande parte dos cariocas começa a conquistar visibilidade e novos adeptos no Rio de Janeiro: a Cultura do Movimento. Mais do que uma modalidade de atividade física, a proposta apresenta uma abordagem integrada sobre o uso do corpo no cotidiano, unindo consciência corporal, variedade de movimentos e desenvolvimento físico sustentável. Na capital fluminense, o principal nome à frente da difusão desse conceito é o professor de Educação Física Lucas Dummer.
Além do exercício tradicional
Diferente dos treinos convencionais focados apenas em estética ou performance isolada, a Cultura do Movimento parte da premissa de que o corpo humano foi projetado para se mover de forma ampla e diversificada. A prática envolve ações como correr, saltar, rolar, pendurar-se, agachar e escalar, sempre respeitando os limites individuais e priorizando a evolução gradual e consciente.
Segundo Lucas Dummer, o movimento atua como um agente de transformação física e mental.
“Quando você faz, quando você se move, as coisas começam a acontecer”, afirma o professor, ao destacar que a prática contribui não apenas para força e mobilidade, mas também para foco, autoconfiança e bem-estar.
Origem internacional
A Cultura do Movimento foi desenvolvida pelo israelense Ido Portal, referência internacional no estudo do movimento humano. Seu trabalho reúne influências de artes marciais, ginástica, yoga, dança e calistenia, além da observação dos movimentos naturais do corpo. A metodologia ganhou reconhecimento mundial ao questionar modelos tradicionais de treinamento e propor uma relação mais orgânica, inteligente e duradoura com o corpo.
O foco está na longevidade corporal, na autonomia física e na constante exploração de novas possibilidades de movimento, estimulando a curiosidade e a consciência corporal.
Expansão no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, Lucas Dummer tem sido um dos principais responsáveis por apresentar essa abordagem ao público local. Por meio de aulas regulares, treinos guiados, workshops e conteúdos educativos, o professor vem ampliando o alcance da Cultura do Movimento entre pessoas de diferentes faixas etárias e níveis de condicionamento físico.
O trabalho dialoga diretamente com o estilo de vida ao ar livre característico da cidade, aproveitando espaços urbanos e naturais para incentivar uma relação mais funcional, consciente e integrada entre corpo, movimento e ambiente.
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