Crescimento anual do mercado de moda praia deve ser de 6,3% até 2026, confira as principais tendências
É hora de preparar o guarda-roupa para os dias mais quentes do ano. O clima coloca no foco peças leves e frescas, sem deixar de lado a qualidade dos tecidos e a elegância unida ao bem-estar. Dados do Research and Markets apontam crescimento anual de 6,3% no mercado de moda praia até 2026, impulsionado por design, tendência e conforto dos tecidos.
O Brasil, país tropical com uma extensa costa litorânea, é reconhecido como mercado robusto do setor. Segundo levantamento mais recente do Inteligência de Mercado (IEMI), o país conta com 973 indústrias no setor, responsáveis por empregar mais de 43,1 mil pessoas que trabalham na produção de 215,1 milhões de peças anualmente.
Para o verão 2026, a aposta está em cortes que voltam em forma de releituras. Comprar biquíni cintura alta é opção para quem quer resgatar o charme dos anos 1970 e 1980 com conforto. Já o modelo asa-delta ressurge para as apaixonadas pelas décadas de 1980 e 1990, enquanto o biquíni cortininha segue firme como uma escolha atemporal.
As apostas do ano incluem cores vivas e estampas geométricas. As peças assimétricas trazem um ar moderno ao visual. Linhas nítidas, triângulos e padrões variados marcam presença. Modelos de um ombro só prometem conquistar pela sofisticação, e os biquínis com flores aplicadas em 3D irão roubar a cena.
A paleta da temporada mistura intensidade e elegância: amarelo-vibrante, verde-esmeralda e azul-profundo devem tomar conta das praias. As cores neon continuam em alta: rosa-choque, laranja-elétrico e amarelo-fluorescente são as opções para quem quer ousar no visual.
A saída de praia estampada aproveita essa tendência e funciona como uma peça curinga, que pode ser usada tanto na areia quanto em passeios urbanos. Completando a cartela, poás, florais e listras reforçam a pegada retrô da estação.
Quais acessórios usar no verão 2026?
A estação mais quente do ano traz uma mudança: minimalismo nas roupas e maximalismo nos acessórios. O crochê lidera a tendência: bolsas, chapéus, bucket e toucas prometem ser o hit da temporada.
Superando as sacolas de lona tradicionais, as bolsas teladas e trançadas são a aposta para dominar as areias, especialmente em versões coloridas, com tons vibrantes. O lenço na cabeça também voltou. Muitos vêm com monogramas ou estampas que chamam atenção.
Chapéus de abas largas, feitos em palha ou linho, protegem do sol e garantem estilo ao mesmo tempo. Os bonés continuam firmes entre as escolhas. Já os óculos de sol evoluíram: viraram peça de destaque, não apenas proteção. Armações grandes, lentes coloridas e formas geométricas marcam os modelos deste ano.
Como planejar as compras de roupas
A estratégia de compra exige planejamento. Para isso, a orientação da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) é começar identificando o que realmente precisa. Definir um orçamento máximo antes de começar as compras impede gastos além da capacidade financeira, mesmo diante de ofertas tentadoras, como orienta a instituição.
O especialista em Direito do Fornecedor e Consumidor, Dori Boucault, dá algumas dicas a quem pretende comprar peças para a próxima estação. A primeira delas diz respeito ao consumidor conhecer seus direitos, assim como seus deveres. Para isso, é importante verificar preços e condições, e pesquisar antes de efetuar a compra.
No caso de contrato e termos, o comprador deve ler com atenção. Em tempos de Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o especialista reforça a necessidade de proteger dados. “Os dados pessoais são importantes e não devem ser fornecidos sem o devido cuidado às empresas, pois isso evita que eles sejam capturados e ofertas fraudulentas enviadas ao consumidor.”
Caso haja problema com a compra, o consumidor deve reclamar junto ao Procon, ao Instituto de Defesa do Consumidor ou ao Ministério da Justiça.
Autora:
Nathani Paiva


