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domingo, 25 de janeiro de 2026

Check-up de início de ano: por que o volume de agendamentos médicos cresce nas férias e como clínicas podem se preparar

Com a maioria das marcações de exames migrando para o ambiente digital, integrar canais e automatizar processos tornou-se essencial para evitar desistências

O início do ano costuma gerar um movimento atípico em clínicas e consultórios médicos. Com mais tempo disponível durante o período de férias, muitas pessoas aproveitam para colocar exames em dia, retomar consultas adiadas e iniciar tratamentos que ficaram em segundo plano ao longo do ano. Com menos compromissos profissionais e maior flexibilidade na agenda, o cuidado com o bem-estar ganha prioridade.

Esse aumento na procura, no entanto, também evidencia fragilidades operacionais. Filas extensas, atrasos, dificuldades para marcar horários e falhas na comunicação comprometem a experiência do paciente quando a instituição não está preparada para absorver o volume de atendimentos.

Dados do Perfil Paciente Digital 2025 apontam que 85% das consultas já são agendadas por dispositivos móveis e que 84% dos pacientes preferem canais digitais para realizar marcações. O levantamento mostra ainda que 78% consideram a qualidade do primeiro contato determinante na escolha de um prestador de saúde, enquanto 64% esperam receber informações e orientações por aplicativos de mensagem ou SMS.

Segundo Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em soluções de atendimento com inteligência artificial e automação, a experiência dos usuários dos serviços de saúde começa antes mesmo da consulta presencial. “A forma como a instituição responde, organiza informações e orienta a pessoa, influencia diretamente a percepção de qualidade. Processos fragmentados tendem a gerar atrasos e retrabalho, o que impacta negativamente o relacionamento”, explica.

Hospitais, clínicas e consultórios que ainda dependem de respostas manuais e sistemas desconectados acabam oferecendo uma jornada pouco integrada. Em períodos de maior movimento, é comum que as equipes precisem lidar simultaneamente com ligações telefônicas, mensagens no WhatsApp, atendimentos presenciais e solicitações em plataformas digitais. Sem um fluxo bem estruturado, esse acúmulo resulta em erros de agendamento, atrasos e sobrecarga dos profissionais.

A automação de processos tem sido apontada como alternativa para organizar o atendimento. Ao classificar demandas, direcionar solicitações aos setores corretos e priorizar casos mais urgentes, as instituições conseguem responder com mais agilidade e precisão. Recursos como lembretes automáticos, confirmações de consulta e atualizações em tempo real ajudam a reduzir faltas e retrabalho. Para o público, o resultado é uma experiência mais segura e alinhada às expectativas de um atendimento moderno. “Plataformas integradas permitem maior previsibilidade da operação e mais controle sobre a jornada de atendimento, o que se reflete em eficiência e segurança”, conclui Marcio.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser ampliar a capacidade de atendimento e incorporar tecnologias inovadoras, acompanhando a evolução do comportamento de quem busca serviços de saúde e as novas exigências do setor.

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