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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Caso do cão Orelha acende alerta: psicólogo Alexander Bez identifica padrões de psicopatia em crimes contra animais

Especialista explica por que a crueldade animal é um forte indicador de transtorno de personalidade antissocial e pode anteceder crimes ainda mais graves

O caso do cão Orelha provocou forte comoção pública e reacendeu o debate sobre violência contra animais. Para o psicólogo e escritor Alexander Bez, esse tipo de crime vai muito além de um ato isolado de agressividade ou “brincadeira”: trata-se de um sinal claro de psicopatia.

Foto: Reprodução da internet

Segundo o especialista, a crueldade deliberada contra animais está entre os principais indicadores do transtorno de personalidade antissocial, popularmente conhecido como psicopatia. “Não existe maus-tratos intencionais a um animal sem a presença de traços psicopáticos. Estamos falando de ausência total de empatia, prazer no sofrimento alheio e necessidade de controle sobre a vida do outro”, afirma Bez.

De acordo com o psicólogo, esses comportamentos não são impulsivos nem inconscientes. “As ações são plenamente intencionais. O agressor sabe exatamente o que está fazendo e sente satisfação mental com isso. É por isso que a psicopatia é classificada como um transtorno grave e irreversível”, explica.

Psicopatia pode se manifestar ainda na infância

Alexander Bez destaca que a idade dos envolvidos não exclui a gravidade do quadro. “Existem psicopatas infantis. A psicopatia pode ter origem genética, ser adquirida no nascimento por intercorrências como privação de oxigênio ou se desenvolver em ambientes extremamente violentos durante a primeira infância. Uma vez instalada, ela não regride”, pontua.

O especialista ressalta que o transtorno não está ligado à classe social, nível econômico ou grau de escolaridade. “A psicopatia não escolhe contexto social. Ela pode surgir em qualquer ambiente”, reforça.

Violência contra animais como estágio inicial

Para Bez, um dos pontos mais alarmantes é que a violência contra animais costuma representar um estágio inicial de uma escalada de comportamentos mais graves. “A psiquiatria é clara: a crueldade animal frequentemente antecede a violência contra seres humanos. A tendência à repetição é uma máxima clínica. Quando o ato deixa de gerar satisfação, o agressor tende a buscar estímulos mais extremos”, alerta.

Segundo ele, a literatura psiquiátrica e criminal demonstra que muitos indivíduos envolvidos em crimes violentos apresentaram histórico de maus-tratos a animais. “Esse padrão é recorrente e amplamente documentado”, acrescenta.

Ação em grupo e omissão também são sinais de alerta

Outro aspecto destacado pelo psicólogo é a prática de violência em grupo, conhecida clinicamente como “associação psicopática”. “Normalmente existe um líder que direciona as ações, enquanto outros participam de forma ativa ou passiva. Quem incentiva, filma ou se omite também demonstra traços preocupantes”, explica.

Bez ressalta que a omissão diante da violência não é neutra. “A passividade também pode indicar ausência de empatia e tolerância à crueldade”, afirma.

Escolha das vítimas revela padrão psicológico

O especialista aponta ainda que psicopatas tendem a escolher vítimas frágeis e indefesas. “Eles não atacam quem pode reagir ou oferecer resistência. Animais dóceis e pessoas vulneráveis são alvos preferenciais justamente por permitirem o exercício do controle e da crueldade”, explica.

Prevenção exige atenção e responsabilidade coletiva

Alexander Bez reforça que, embora o acolhimento familiar seja importante, ele nem sempre é suficiente. “É fundamental não confundir educação, criação e fatores genéticos. Existem predisposições que independem do ambiente. Por isso, a identificação precoce de sinais de crueldade é essencial para a prevenção de tragédias futuras”, conclui.

O psicólogo finaliza com um alerta à sociedade: “Violência contra animais nunca deve ser minimizada ou relativizada. Ela é um sinal grave, um alerta de risco real, que exige atenção imediata, responsabilização e políticas eficazes de prevenção”. Saiba mais sobre o especialista no Instagram: @alexanderbezoficial

Alexander Bez atua como pesquisador, especialista em distúrbios emocionais e é autor de quase dez livros, publicados no Brasil e no exterior, entre romances, obras de autoajuda e estudos sobre comportamento humano. Para ele, a literatura funciona como uma extensão do cuidado psicológico, alcançando leitores de forma acessível e reflexiva.

Entre os títulos estão:

  • Inveja: o Inimigo Oculto
  • O que Era Doce Virou Amargo — considerado “a Bíblia dos Relacionamentos”
  • Trilogia Encantos da Mulher: A Magia da Beleza Feminina e A Paixão e Seus Encantos (Editora Juruá)
  • What You Don’t Know About COVID-19 – The Mortal Virus (Liferich Publishing, EUA)
  • Scientific Denialism – COVID-19 Vol. 2
  • A Seita Sexual de Puff Daddy (Diddy): Fama, Poder & Dinheiro (em produção nos Estados Unidos)
  • A Magia da Sensualidade Feminina, continuação da trilogia sobre autoestima feminina.

Sobre

Alexander Bez é formado em psicologia com especialização em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia, além de especialização em Relacionamentos pela Universidade de Miami. Também atua como escritor e palestrante, com foco em relacionamentos, transtornos emocionais e dinâmicas afetivas.

João Costa
João Costa
João Costa é jornalista, assessor de imprensa, comunicador, relações públicas, colunista internacional além de membro do ecossistema OVAL TABLE, membro da Associação Paulista de Imprensa (API) e da Associação Brasileira de Imprensa e Mídia Eletrônica (ABIME). Reconhecido por sua atuação em prol das questões sociais e da promoção das relações humanas, defende de forma intransigente a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão. Sua trajetória é marcada por uma atuação coerente e estratégica na área de comunicação como um todo. Principais trabalhos * Editor – chefe e assessor de imprensa na Agência de Comunicação AN CONNECT * Assessor de imprensa e comunicação do Dr. Cesar Romão (advogado, escritor, conferencista internacional e diretor do Conselho Superior da Associação Paulista de Imprensa) * Assessor de Imprensa da Miss Paraná 2025 e uma das finalistas do Miss Brasil Paula Assunção, bem como, assessoramento de misses e modelos nacionais e internacionais * Assessor de Imprensa da Miss Austrália Bruna Guimarães *Coordenador de comunicação e Articulista do Observatório da Comunicação Institucional em São Paulo * Assessor de Imprensa e Articulista do Instituto Palavra Aberta, Ao longo de sua carreira, recebeu importantes reconhecimentos, entre eles: • Prêmio Notável como Destaque em Comunicação • Prêmio Odarcio Ducci de Jornalismo • Prêmio ABIME Comunicação da Associação Brasileira de Imprensa de Mídia Eletrônica • Prêmio Iberoamericano de Jornalismo • Prêmio de Referência em Comunicação pela ANCEC – Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação. Sua experiência internacional inclui participação em eventos da Embaixada do Gabão no Brasil, onde atuou como intérprete oficial durante um jantar beneficente, a convite do embaixador, com a presença do Vice-presidente da República. Além disso, João Costa participa ativamente de congressos, conferências, workshops e eventos online, sendo uma voz influente nas discussões sobre mídia, cultura e direitos sociais. Instagram: @joaocostaooficial LinkedIn: João Costa Registro Profissional: 0087452/SP – FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas)

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